Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 25/10/2020

Bandido bom é bandido pobre e negro

Eram 28 de agosto de 1963, quando Martin Luther King cravou seu nome na história ao proferir a seguintes palavras: “I have a dream” (Eu tenho um sonho). Passados 57 anos, o sonho da igualdade racial de Martin Luther King ainda continua vivo como nunca: a Lei Áurea foi incapaz de abolir o que temos de pior. Ainda mantemos uma enorme desigualdade de renda entre negros e brancos e um racismo institucionalizado que precisamos, urgentemente, superar

Segundo o IBGE, os negros são 75% entre os mais pobres, e são os que menos possuem acesso à educação e à moradia de qualidade.  Além disso, possuem uma discrepância salarial de 31% a menos em relação ao mesmo cargo ocupado por brancos e são os que menos conseguem atingir cargos de alta liderança cujos salários são os maiores. Dado a fatos como estes, a população negra, não só no Brasil como no mundo, acaba por sofrer maior violência policial.

Essa violência ficou ainda mais evidente após morrerem George Floyd e João Pedro em operações policiais. Além do mais, de acordo com pesquisa realizada pelo Gevac, a cada 3 jovens mortos pela polícia, 2 são negros e que a cada 10 suspeitos, 8 também são negros, ou seja, temos um racismo institucionalizado nas forças de segurança pública, o qual advém de um legado de 300 anos de escravidão no país.

Pode-se concluir que apesar de alguns esforços feitos para mudar essas estatísticas, ainda há muito a que se fazer. É preciso, principalmente, tocarmos nas feridas. É preciso que falemos mais sobre o racismo nas escolas, nas instituições públicas e privadas e que sejamos mais rigorosos nas punições de crimes praticados contra negros. Também não podemos  nos esquecer, que precisamos, por meio de políticas públicas, equiparar as oportunidades entre negros e brancos na sociedade, pois só assim poderemos sonhar em eliminar de vez a desigualdade de renda e a institucionalização do racismo.