Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 04/11/2020

No livro “O ódio que você semeia” é mostrado a violência policial extrema com a população negra, quando na narrativa um jovem é alvejado a tiros sem razão e sem chance de defesa. De maneira semelhante a obra, no Brasil, a violência policial é constante contra negros, especificamente de maneira desnecessária e equivocada. Nesse sentido, o racismo estrutural contribui para o avanço da problemática, consequentemente, a impunidade contra esses ataques mantém os agressores ilesos e aponta a negligência do Estado em combater esse grave problema sociocultural.

Em primeira análise, cabe citar que em maio de 2020 ocorreu o caso de George Floyd que gerou comoção e inflou no Brasil e no mundo protestos motivados pela sua morte, a vítima negra foi enforcada por um policial, nos Estados Unidos. Enquanto o agente ajoelhou-se contra o pescoço de Floyd, ele afirmou 11 vezes que não conseguia respirar. Nesse panorama, aponta-se também a impunidade e o privilégio racial, quando o ex-policial Derek Chauvin, acusado pela morte de George, ganhou liberdade condicional após o pagamento de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,6 milhões), segundo documentos da Justiça dos Estados Unidos, esse dinheiro foi arrecadado via vaquinha online e doações de pessoas que concordam com esse tipo de ação. Desse modo, é explicitado como a sociedade e a cultura racista estão ligadas a violência exercidas pelas autoridades policiais.

Em segunda análise, é inegável que o Brasil é um país racista, tendo sido o último país a abolir a escravatura em 1888, permanece retrógrado com sua população negra, sendo incapaz de prover justiça social a estes cidadãos que carecem de respeito e igualdade. Além disso, a sociedade brasileira naturaliza a brutalidade policial. Na imprensa por exemplo, pretos e pardos representam apenas 13,5% dos jornalistas do estado de São Paulo, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Logo depois do episódio da morte de George Floyd, a cobertura do evento em jornais nacionais foi feita exclusivamente por jornalistas brancos. Desse modo, conclui-se que o racismo estrutural está presente em diversos aspectos da coletividade nacional.

Portanto, é preciso intervenção do Estado para superar esse obstáculo. Para isso, urge que o Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Poder Judiciário, crie por meio de um projeto de lei entregue a Câmara de Deputados, responsabilizar e penalizar efetivamente policias que cometam atos racistas e violentos de modo a extinguir condições de multas e privilégios de cargo. Dessa forma, histórias de ficção como “O ódio que você semeia” não se assemelhe mais a realidade do Brasil.