Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 01/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todo cidadão o direito à vida e à segurança. Conquanto, num mundo onde a instituição responsável por ajudar a assegurar esses direitos, acaba que por retirá-los, em especial de uma parcela específica da população – no caso, os negros – nos mostra que o racismo continua vivente na sociedade atual. A cultura do “bandido bom, é bandido morto” e a disparidade nos atendimentos policiais por questões de cor da pele são os principais moderadores desse mal ainda vigente nos dias atuais. Em primeira análise, é lícito postular que a polícia no Brasil e em grande parte do mundo está cada dia mais violenta. Para se ter uma idéia, um total de 1.810 pessoas – cinco por dia – morreram em confrontos com a polícia no estado do Rio de Janeiro no último ano, um recorde histórico, do qual 78% desses mortos eram negros ou pardos, segundo o Instituto de Segurança Pública do estado. Isso mostra que se faz necessário uma reforma na estrutura da instituição, acabando com essa cultura enraizada de tentar resolver de imediato as situações, principalmente com o uso da arma de fogo. Num segundo plano, o fato da população negra ser a grande maioria das vítimas desse descontrole policial, estampa o racismo estrutural enraizado no país. Além disso, se passou pouco tempo da criação da lei da política de cotas, sancionada em agosto de 2012 no Brasil. Desde então muita coisa já mudou, mas ainda é pouco para começar a trincar os pilares que sustentam o racismo no país. Faz-se mister uma população mais ativa na luta contra esse mal, pois como disse a professora e filósofa Angela Davis: “Numa sociedade racista não basta apenas não ser racista, é preciso ser antirracista”. Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Estado, com o apoio das grandes mídias, precisa elaborar propagandas de cunho educativo que visem a ensinar a sociedade como um todo, o estrago que o racismo provocou na história dos negros e que ainda deixa vestígios, para assim conscientizar a população a estudar uma melhor forma de combatê-lo. Ademais, os governos estaduais devem criar cursos de reeducação policial para toda a polícia militar, trabalhando uma nova forma, menos preconceituosa e abusiva de poder de garantir a tão sonhada segurança para todos promulgada pela ONU em 1948.