Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 01/11/2020
Bandido bom é bandido pobre e negro
Era 28 de agosto de 1963 quando Martin Luther King cravou seu nome na história ao proferir as seguintes palavras: “I have a dream” (Eu tenho um sonho). Passados 57 anos, o sonho da igualdade racial de Martin Luther King ainda continua vivo como nunca: a Lei Áurea foi incapaz de abolir o que o Brasil tem de pior. Além de um racismo institucionalizado, ainda há no país uma enorme desigualdade de renda entre negros e brancos que precisa ser urgentemente superada.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros são 75% entre os mais pobres, e são os que menos possuem acesso à educação como também à moradia de qualidade. Além disso, possuem uma discrepância salarial de 31% a menos em relação ao mesmo cargo ocupado por brancos e são os que menos conseguem atingir cargos de alta liderança, cujos salários são os maiores. Devido a fatos como estes, a população negra, não só no Brasil como no mundo, acaba por sofrer maior violência policial.
Esta violência ficou evidente após a morte de George Floyd e João Pedro em operações policiais. Além do mais, uma pesquisa realizada pelo (Gevac) demonstrou que a cada três jovens mortos pela polícia, dois são negros, ou seja, está claro que há um racismo institucionalizado nas forças de segurança pública advindos de um legado de trezentos anos de escravidão no país.
Pode-se concluir que serão preciso mudanças institucionais para se reverter esta situação, é importante, por exemplo, que os governos estaduais adotem cotas de 50% de negros dentro das forças de segurança pública e punam severamente práticas abusivas de uso de força por polícias. Assim como também será necessária a fiscalização constante de discrepância salarial e a discriminação racial dentro das instituições públicas e privadas. Dessa forma, os futuros descendentes da população negra do país poderão se sentir realmente inclusos na sociedade.
sociedade mais igualitária para o