Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 04/11/2020

“Recebe o mérito, a farda, que pratica o mal, ver o pobre preso ou morto já é cultural”. Nesse trecho da música “Negro Drama”, pertencente ao grupo “Racionais Mc’s”, é retratado, metaforicamente como “a farda”, a violência exercida por parte da polícia contra a raça preta. À luz disso, é perceptível a violência contra negros no Brasil e no mundo, a qual ocorre devido à herança histórica e acarreta danos ao tecido que é atingido.

A princípio, a história de uma nação contribui para explicar o que acontece no período hodierno, como a escravização negra africana. Nesse sentido, no Brasil, após a Lei Áurea de 1988, que proibiu a escravatura, apesar da libertação, tornou também essa comunidade marginalizada socialmente, pois não forneceu a eles qualquer assistência. Desse modo, tal situação possibilitou uma legislação que utilizava a polícia para reprimir a cultura desse povo, como a capoeira, que foi crime até a Era Vargas. Logo, fica evidente que raízes históricas influenciam os ataques aos negros.

Ademais, outro fator relevante ao tema são as consequências provocadas aos negros, por exemplo, a privação indireta dos direitos socais. Sob essa ótica, na África do Sul e nos Estados Unidos, o racismo fazia parte das leis desses países, na forma de segregação social, a qual estabelecia os locais que eram permitidos a presença desse grupo. Dessa forma, policiais eram usados para fazer cumprir essa lei, majoritariamente, de maneira violenta, o que reverbera ainda no cenário atual e auxilia na compreensão desse fenômeno.

Portanto, diante do exposto, urge que a Organização das Nações Unidas (ONU) promova campanhas de conscientização, por meio de reuniões com representantes de cada Estado. Em suma, tal ação deve enfatizar a importância de fazer cumprir a Declaração dos Direitos Humanos, a qual repudia violência, sobretudo, contra minorias. Assim, objetiva-se evitar a continuação da hostilidade policial contra a raça preta, como foi, poeticamente, mostrado na canção “Negro Drama”.