Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 11/11/2020
Na década de 60, Martin Luther King foi um dos pilares na luta dos direitos civis nos Estados Unidos e pregava sobre a igualdade dos negros e brancos. Porém, apesar de muitas conquistas, ainda há uma discrepância entre esses grupos, por causa de questões como a naturalização da violência contra os negros e da cultura de rivalidade entre polícia e pretos. Dessa maneira, é necessário que tais problemas sejam solucionados.
A princípio, vale destacar que a violência policial contra negros é tida como normal. Historicamente, os pretos são vistos como inferiores, em especial, pela construção do país baseado na escravatura, o que culmina em um preconceito enraizado e na naturalização da violência com o grupo. Por isso, agressões a céu aberto e homicídios contra negros não possuem a mesma evidência que um branco recebe. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quando se é negro o risco de ser uma vítima de homicídios no Brasil é de 74%, o que confirma essa normalidade.
Outrossim, a instituição policial e a população negra sempre foram colocadas como rivais. Em grande parte, não existiu um vínculo entre os grupos que não fosse por base da agressão física e moral, o que resulta em uma constante sensação de guerra e medo. Além disso, o estereótipo de um criminoso, propagado pela polícia, já está entranhado nessa disputa e reforça essa rivalidade. A exemplo pode-se citar, uma reportagem do jornal El País, em que relaciona o poder que a polícia tem para controlar e para disseminar tiroteios, principalmente, nas comunidades do Rio.
Portanto, o ideal de igualdade, enfatizado nos anos 60, precisa ser propagado por todo o mundo. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com ONGs voltadas para a afirmação negra, deve divulgar conquistas e colaborações do grupo para a sociedade, além de suas lutas diárias e históricas, por meio de debates, filmes e capítulos nos livros didáticos que reforcem o assunto, a fim de fomentar o senso crítico social. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública fiscalizar a conduta policial, por meio de investigações, visando a redução de conflitos.