Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 14/11/2020
A série documental produzida pela Netflix, “Olhos que condenam”, retrata a história real de cinco garotos negros presos nos Estados Unidos, acusados de estupro. Além disso, todos sofreram violência policial -física e psicológica-, acabaram confessando um crime não cometido. Embora o cenário não seja o mesmo, a hostilidade da polícia parar com os negros é uma problemática persistente na sociedade, reflexo de um racismo estrutural histórico.
Primordialmente, os anos de escravidão -principalmente no continente americano-, deixaram marcas na estrutura social até os dias atuais. Ademais, o Brasil, sendo o último país abolir a escravatura, possui uma herança histórica de exclusão social. De certo, esse racismo reflete sobretudo na agressividade de militares. Isto é, este fato é expresso em dados, como exemplo, segundo o site “Uol Notícias”, em pesquisa realizada em 2020, 75% das vítimas de violência policial são negras. Logo, essa informações são revoltantes, porém, infelizmente o corpo social insiste em conservar.
Por conseguinte, em 2020, inúmeros movimentos em prol da busca pela igualdade e fim dessa crueldade, começaram a ocorrer, principalmente, após a morte do estadunidense George Floyd, o qual foi enforcado por policiais até seu falecimento. Lamentavelmente, as autoridades e governos são os principais causadores dessa adversidade, pois, falham em punir os funcionários públicos. Tal como, os militares acusado de assassinar com 80 tiros, Eduardo Rosa -músico negro -, respondem em liberdade, garantida pelo Supremo Tribunal Militar. Ou seja, setores que existem para promover a segurança e o direito dos cidadãos ofertam o opostos.
Diante do exposto, é de suma importância, a necessidade de medidas para sanar a problemática. Sendo assim, cabe ao Estado promover políticas públicas que remediem o racismo estrutural. Dessa forma, é fundamental que o Judiciário conceda uma punição efetiva, por meio de uma maior agilidade no processo, e prisões eficazes de assassinos. Para que assim, a população negra sinta se segura em andar nas ruas e encontre apoio na polícia, não operação. Dessa maneira, casos como o dos cinco garotos do Central Park não serão reproduzidos.