Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 07/11/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário quanto à questão da violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de denúncia e da impunidade.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, o receio de denunciar. Nesse sentido, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o individuo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. Entretanto, no que tange à questão da violência de certas autoridades contra afrodescendentes em todo o mundo, há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denúncia, uma vez que grande parcela da população não registra denuncias ou se manifesta quando presencia policiais a dar tratamento diferenciado para algum indivíduo por conta da sua cor ou desconfiando e acusando, sem a presença de provas, por conta da mesma.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência, a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange a problemática, visto que, muitas vezes, mesmo com denúncias, as pessoas que cometem esse tipo de agressão não estão sendo devidamente punidas, por conta de seu cargo, profissão ou status social.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário de violência contra negros em todo o mundo. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Justiça devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio e últimos anos do Fundamental, por meio de entrevistas com negros vítimas do problema, bem como palestrantes que falem sobre a importância de igualdade de tratamento em todos os lugares. Tais palestras devem ser transmitidas nas redes sociais dos Ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a necessidade de acabar com a violência policial contra esses cidadãos e atingir um público maior. Dessa forma, poder-se- á criar um ideal de nação de que Kant pudesse se orgulhar.