Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/11/2020

A minissérie “Olhos que condenam”, dirigida por Ava DuVernay, relata um dos casos mais emblemáticos da história norte-americana, no qual envolve a condenação e a prisão de cinco jovens negros sob a falsa acusação de estupro de uma mulher no Central Park. Nesse âmbito, pode-se analisar que a violência policial direcionada à esse grupo étnico, no Brasil e no mundo, está relacionada à herança escravista e a cultura de violência.

Inicialmente, é importante ressaltar que a herança escravista tem um papel preponderante na recorrência de violência realizada por policiais. A exemplo disso, o legado histórico-cultural do pensamento eugênico, em que a ciência direcionou estudos sobre as qualidades raciais das futuras gerações, no qual desenvolveram diversos métodos que tentavam impedir a perpetuação da raça negra por considerá-la ruim para a coesão da sociedade. Analogamente, tal fato foi evidenciado na minissérie “Olhos que condenam”, em que os protagonistas vivenciaram os atos repressivos dos policiais devido a sua raça, uma vez que esses agentes não possuíam provas concretas para efetivar a  acusação. Consequentemente, esse ideal eugenista discriminam pessoas negras e pardas em razão de considerarem essas raças inferiores, o que pode ocasionar a morte dessa população.

Ademais, é imperativo pontuar que existe uma cultura de violência no país e no mundo. Tendo como exemplo disso, os dados da Secretaria de Segurança Pública, em que afirma que, aproximadamente, 3148 pessoas foram mortas por policiais civis e militares, de 2019 para 2020, no Brasil. Isso acontece, porque existem aparatos jurídicos que defendem essas ações, como por exemplo o Código Penal de 1890, que legitimava a repressão de manifestações de cultura negra, como a capoeira. Dessa forma, essas ações punitivas são ambientadas no cotidiano da sociedade, o que gera consequências negativas a uma parcela da população, uma vez que garantem juridicamente modos repressivos para coibirem a desordem social, como a violência física e psicológica.

Portanto, é notório que a violência policial contra negros no Brasil e no mundo precisa ser atenuado. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as instituições de ensino, promover palestras socioeducativas sobre a importância da população negra, por meio da realização de projetos educacionais voltados para essa população, especificamente, com o  auxílio da ONG Movimento Negro Unificado, que irá instruir os discentes sobre a discriminação que essa parcela da sociedade sofreu ao lingo da história, a fim de minimizar esse pensamento eugenista da população.