Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 03/12/2020

Conforme visto no período da República Velha, ocorrera a operação “bota abaixo”, cujo intuito era retirar as moradias do povo negro à força, a fim de enlarguecer as ruas. Entretanto, para atingir tal objetivo, a polícia praticara violência extrema aos descendentes libertos, devido a raiz histórica da escravidão brasileira. Além disso, hodiernamente, há a persistência dos diferentes tratos previstos nas cartilhas policiais e a ideia enraizada de superioridade de raças.

Antes de mais nada, o filme “Tropa de elite”, aborda as instruções, com manuseios de fuzis, do Capitão Nascimento ao seu batalhão contra os negros de uma periferia do Rio de Janeiro. Analogamente, fora da ficção, existem tratamentos diferentes na abordagem, decorrente da cor da pele, como exemplo, de acordo com “G1”, de 2020, George Floyd, negro, foi morto com um mata leão em uma suspeita de roubo e, em 2017, Eduardo Gomes, branco, foi flagrado em uma aeronave lotada de drogas ilegais e não foi submetido ou levado a nenhuma delegacia. Embora, o preconceito presente nas instruções das cartilhas dos policiais é o principal responsável na persistência da violência contra os negros.

Outrossim, movimentos contra essa diferenciação emergiram com o “Black Lives Matter (BLM)”, que espalhou-se geograficamente, com ênfase à igualdade entre raças. Sob essa luz, a superioridade imposta aos não brancos, visto na obra de “Iracema”, de José de Alencar, deve se desfazer. Mediante a isso, a promulgação da Constituição de 1988, avançou para os negros, pois cita a igualdade jurídica a qualquer raça. Entretanto, no cotidiano muda-se a visão, uma vez que, a raiz da discriminação dos descendentes brancos são repassadas a cada geração. Para mais, portanto, Diderot afirma: “Nenhum homem recebeu da natureza, o direito de comandar os outros”, com a declaração para não persistir classes diante a Lei.

Em suma, medidas devem ser adotadas para ocorrer a diminuição da violência e do preconceito contra os negros. Para isso, órgãos da Segurança Pública, em parceria com BLM regionais, deve ir ao Senado e reivindicar mudanças nos tópicos previstos nas cartilhas de policiais que ferem os Direitos Universais, principalmente, o direito à vida. Por meio do uso do diálogo presente nos meios de comunicação, a fim de integrar mais cidadãos à causa e tornar-se fortes em vários lugares do país, para, assim, promover a liberdade igualitária e restringir a extrema violência adotada por policiais, para, gradativamente, amenizar a superioridade das raças previstos desde a “descoberta” do Brasil.