Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 11/11/2020
“Todos os seres nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, afirma a Declaração Universal de Direitos Humanos. Contrariando o artigo que garante a igualdade entre indivíduos, o Brasil, em seu atual contexto, passa por diversos problemas de discriminação racial, ao passo que ocorre um grave aumento da brutalidade policial, que se mostra cada vez mais seletiva e racista. Isso se deve ao fato de o processo preparatório dos agentes da polícia ser falho,e ao racismo estrutural estar presente em sociedade.
A princípio, é importante se falar acerca do precário sistema de preparação dos agentes policias, e como isso influencia na violência dos mesmos para com pessoas negras. Em 2020, o assassinato de George Floyd revoltou o mundo, trazendo uma cena brutal, de um homem, inocente, sendo asfixiado até a morte por um policial. A despreparação de profissionais da segurança pública, apesar de inadmissível, é recorrente, ao passo que fica claro que a atuação da polícia tem cor e classe social, quando apenas discriminam e matam negros inocentes. Portanto, tornam-se necessários meios de intervenção para que o processo de se tornar um policial seja mais rígido.
Além disso, torna-se imprescindível a discussão sobre o racismo estrutural enraizado na sociedade brasileira e mundial. Segundo dados da ONU, em 2017,o Brasil teve 65 mil homicídios, sendo quase 50 mil de cidadãos de pele negra. Interpretando os números, é possível enxergar o quanto o preconceito está inserido na sociedade, e que a prática da segregação social parece ter se normalizado ao longo dos séculos pós-colonização. Sendo assim, necessita-se de um país mais consciente e que saiba respeitar próximo como igual.
Infere-se, portanto, que o racismo e a violência policial estão estruturados na sociedade. Desse modo, faz-se necessário que o Poder Legislativo promova leis que tornem mais rígido o processo de se tornar agente de segurança, visando evitar racistas e descontrolados trabalhando.