Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 14/11/2020

Datado da era iluminista, Thomas Hobbes, filósofo contratualista do século XVII, detinha os pensamentos que de o principal objetivo do Estado seria de proteção para com os cidadãos. Semelhantemente, a Constituição Federal de 1988, documento mor do país, garante a segurança pública dos brasileiros. A realidade no Brasil e no mundo, porém, é diferente em decorrência da violência policial contra negros, problemática que deve ser analisada e resolvida. Esse preconceito tem como motivo a ausência de medidas na escola que explorassem a diversidade entre povos, bem como a pobreza em explorar o respeito e a ética na formação do corpo da polícia.

Em primeiro lugar, é necessário salientar a obra “Ensaio Acerca do Entendimento Humano” e o conceito de “tábula rasa” pertencente ao filósofo empirista John Locke, em que é feita uma analogia entre o ser humano e uma folha em branco. Ou seja, as experiências que ele adquire ao decorrer da vida, sendo negativas ou positivas, o moldam, da mesma forma que, por exemplo, alteramos uma folha em branco a escrevendo. Dessa forma, é possível justificar a importância da educação focada no desenvolvimento de uma pessoa pluralista, que age com alteridade. Afinal, segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele.

Ademais, de acordo com o economista britânico Sir Arthur Lewis, o ensino nunca é uma despesa, mas um investimento com retorno garantido. Diante dessa ótica, é racional pensar que o órgão de segurança do país seria mais preparado em direitos civis, o que não acontece. Segundo a Coalização Negra por Direitos, a polícia contou com mais de 65 mil mortes apenas em território brasileiro, sendo que, dessa taxa, 49.500 eram afro-descendentes. Isso demonstra o baixo preparo que as instituições de segurança recebem para lidar com a população, muitas vezes prejudicando quem eles de fato deveriam proteger.

Portanto, são necessárias medidas de intervenção para a problemática retratada. Urge que o órgão do Ministério da Educação em parceria com o Ministério das Relações Exteriores crie uma feira cultural com professores de diversos países, afim de explorar o pluralismo e o respeito às diversidades. Esse evento duraria algumas semanas em todas as escolas do país, e, além do professor estrangeiro ganhar um curso gratuito de português previamente, magistraria sobre a própria cultura. Além disso, é necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública crie um projeto de leis a ser entregue na câmara dos deputados para incluir na formação policial assuntos como respeito e igualmente, com objetivo de desenvolver a cidadania. Assim, é possível que sejam criadas formas de combater a violência policial contra negros.