Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 13/11/2020
Na série “Olhos que condenam”, cinco jovens, quatro negros e um latino, são levados para a prisão acusados de estuprar e agredir uma cidadã na cidade de Nova York. Apesar de não serem culpados por tal ato, confessaram o crime sem prova alguma de ter o cometido. Anos mais tarde, um homem chamado Matias Reyes admitiu ter executado o crime e as acusações dos cinco meninos foram excluídas. Infelizmente, no cotidiano, as coisas não são muito diferentes. O racismo vindo de gerações colonizadoras ainda circula na sociedade.
Primeiramente, é importante ter em mente o conceito da palavra “racismo” e como ela surgiu. De acordo com a matéria descrita no Brasil Escola, o racismo é uma forma de preconceito e discriminação criado no século XVI onde acreditava-se que a cor da pele e a região geográfica de alguém resultava em uma diferenciação de raças.
Como citado no documento produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mais de 6.350 negros foram vítimas de violência policial no ano passado. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 755.274 pessoas foram privadas de liberdade, dentre esse número, 66,7% eram negras. Amanda Pimentel, fala que tudo isso demonstra, embora não assuma o racismo, que a prática policial possui categorias raciais que usam para reconhecer, como cor da pele, vestimentas, falas e território onde se vive.
Com isso, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Poder Legislativo, garantir que assegurem e tomem as devidas providências para punir quaisquer atos violentos contra negros. Pensa-se na proposta do uso de propagandas e divulgações a fim de fazer mais pessoas pararem de cometer tais erros e aceitar que a cor de pele de um ser humano não o faz menos ou mais importante que alguém.