Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 17/11/2020
“I Can´t Breathe” o grito negro por justiça
O “O Ódio Que Você Semeia”, acompanha a história de Starr Carter, uma adolescente norte-americana, negra, que presencia o brutal assassinato de seu amigo de infância, Khalil, por um policial branco. Fora da ficção, é fato que os elementos apresentado no programa podem ser relacionados à realidade mundial, como: a morte de João Pedro, de 14 anos, no Rio de Janeiro e o assassinato de George Floyd, de 40 anos, em Minneapolis, que acabaram por se tornar estopins para motins e protestos em todo o mundo. Logo, fica claro que, para o combate à violência policial, são necessárias o fim da impunidade aos agressores e a conscientização social pelo respeito igualitário.
Em primeira análise, a falta de medidas efetivas para punir agressões policiais contribuem para a persistência do problema. Conforme tutela o psicanalista Sigmund Freud, “todo excesso esconde uma falta”. Tal afirmação metaforiza com a realidade, visto que segundo o jornal El País, 90% dos autos de resistência - como são conhecidas chamadas as mortes cometidas por agentes de Estado durante uma operação - não são investigados ou acabam arquivados. Trata-se de um cotidiano de impenitência que estimula os abusos por parte de agentes públicos.
Em segundo momento, cabe ressaltar que a falta de consciência social ainda está muito presente na atual conjuntura, dado que, a opressão por parte da polícia contra a população afrodescendente faz com que o racismo estrutural os assolem diariamente. Diante disso, Martin Luther King Jr. afirmava que as pessoas oprimidas não podem permanecer oprimidas para sempre, pois o anseio pela liberdade eventualmente se manifesta. Esta citação se relaciona com a situação mundial, porquanto os negros que sofreram durante toda a vida estão por se organizar e formar manifestações como as do movimento “Black Lives Matter” (Todas as Vidas Negras Importam) que surgiram ao redor do mundo, com a intenção de manifestar o anseio pela liberdade e igualdade.
Portanto, para que os desafios de combater a violência policial ao redor do mundo sejam atenuados, diretrizes devem ser tomadas. Nesse contexto, as instâncias respectivas de cada país, responsáveis pelas agentes da lei, devem estabelecer medidas punitivas mais rigorosas, como, o aumento de tempo em cárcere e também, tornar os abusos dos militares em crimes hediondos. Além disso, os governos em parceria com instituições educacionais devem fornecer debates, feiras científicas, artigos, palestras que tornem possível a democratização a consciência social e assim todos fiquem cientes de seus direitos, deveres e também, dos abusos sofridos pelos negros. Desta forma, os números de casos de abusos policiais irá diminuir gradativamente.