Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 16/11/2020
A criação de órgãos policiais tanto no Brasil como no resto do mundo teve como premissa a manutenção da ordem e o cumprimento das leis pela população. Entretanto, a corrupção moral e o abuso de poder por parte daqueles que usam farda transformaram uma instituição que deveria lutar pela justiça em uma ferramenta para a perpetuação de preconceitos, principalmente o racismo.
Inicialmente, é necessário citar o caso estadunidense de George Floyd. A morte de um homem negro pelas mãos de um policial não é algo incomum, porém serviu como um alerta para o que ocorre na sociedade. De acordo com um relatório produzido pela Rede de Observatórios de Segurança, pessoas negras representam setenta e cinco por cento dos mortos pela polícia no Brasil, um dado que comprova a agressão policial contra um grupo que sofre com as consequências do racismo desde os período escravocrata que aconteceu no mundo a partir do século XVI.
Em segundo lugar é importante questionar a impunidade dos policiais quando cometem crimes contra a população negra. O racismo estrutural, por estar presente também nos sistemas de justiça, permite que oficiais de polícia não paguem por seus crimes contra os menos favorecidos, especialmente jovens de periferia, que não possuem recursos para obter assistência legal de qualidade. Essa impunidade funciona como um incentivo para que os crimes que quebram os direitos humanos de igualdade continuem, uma vez que não há reais consequências para aqueles que os realizam.
Em conclusão, é necessária, além de uma reeducação em organizações policiais, uma revisão do sistema penal de justiça visando a diminuir a ocorrência de crimes de caráter racista, punir de forma adequada os oficiais que cometam tais crimes e criar uma sociedade mais segura para aqueles que sofrem com o preconceito.