Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 17/11/2020
Segurança. Abusos. Discriminação. Essas são algumas palavras que representam a situação vivenciada pela comunidade negra. Nesse contexto, é possível perceber maior visibilidade da violência policial contra negros após o incidente com George Floyd, homem negro que foi morto, sufocado por um policial. Assim, essas agressões refletem em outras áreas da sociedade como na educação, além de que os abusos das autoridades passaram a ser normalizados. Portanto, medidas devem ser tomadas.
Outrossim, a violência irá ter um impacto em outros setores como a educação. Uma vez que jovens negros observam ou sofrem algum abuso policial, surge um medo, e com esse medo surgem as inseguranças que pode ser refletida na evasão escolar. Logo, o sociólogo Émile Durkheim em sua teoria “solidariedade orgânica” afirma que a sociedade é um organismo vivo e necessita de que todos os seus órgãos sejam funcionais para seu pleno desenvolvimento. De maneira análoga, se nossa segurança pública não é eficiente, não é possível que outras áreas, como a educação, funcionem de forma plena e satisfatória.
Ademais, a normalização da violência policial contra negros é um resultado de sua repetitiva ocorrência. Nessa perspectiva, Hannah Arendt defende, em sua teoria da banalização do mal, que quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Dessa forma, os abusos sofrido pelos negros são esquecidos e negligenciados. Apesar da morte de George Floyd ter tido uma repercussão muito grande, milhares de agressões e mortes passam despercebidas.
Destarte, é importante que medidas sejam tomadas para amenizar esse problema. Primeiramente, é preciso que haja palestras sobre racismo promovidas pelas escolas para que no futuro os policiais não tenham uma mentalidade racista e para incentivar os estudantes a continuar estudando. Além disso, é necessário que haja punições mais rigorosas por esse crime de ódio, tais punições devem ser elaboradas pelo poder judiciário.