Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 21/11/2020

“Eu tenho um sonho, que os negros e os brancos andassem em irmandade e sentassem-se na mesma mesa em paz”, diz Martin Luther King em referência ao preconceito racial depositado em pessoas negras por pessoas brancas. Não é novidade que, apesar da diminuição do racismo no mundo, este, infelizmente, ainda seja muito presente, até entre policiais, que deveriam proteger todos nós, e não só a população branca.

É relevante abordar, primeiramente, que dentro do Código Nacional de Ética do Policial, no Art.2, está escrito: “Os membros das Instituições de Segurança Pública cumprem os deveres que a Lei lhes impõe, servem o interesse público, defendem as instituições democráticas, protegem todas as pessoas contra atos ilegais e respeitam os direitos humanos”. Porém, a violência policial contra os negros persiste.

Vale também ressaltar que, de acordo com pesquisas feitas por Yanilda Maria Gonzáles, professora da Escola de Serviço Social da Universidade de Chicago, EUA, “Nos EUA, as pessoas negras são 13% da população, mas 25% das vítimas assassinadas pela polícia. No Brasil, as pessoas negras são mais da metade da população, mas 75% das vítimas”. Dois exemplos que provam esses dados são os assassinatos de João Pedro, adolescente negro brasileiro de 14 anos que brincava com primos dentro da casa do tio, quando foi atingido por um tiro de fuzil 556 pelas costas, e de George Floyd, norte-americano negro de 46 anos sufocado por um policial enquanto a vítima afirmava (11 vezes) que não conseguia respirar.

Ninguém nasce racista, é ensinado. Então, deveria ser obrigatório que os professores promovessem um ensinamento básico desde o primário sobre quão terrível o racismo é e, o por que não podemos praticar nenhum tipo de preconceito para que, com o passar dos anos, o números de pessoas racistas diminuam. Além disso, a Corregedoria da Polícia Civil deveria ser mais rígida e deveria fiscalizar mais os oficias, já que estes não estão seguindo algumas leis do código, como o respeito aos direitos humanos. Essas medidas devem ser aplicadas o mais rápido possível.