Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/11/2020
O caso de George Floyd, homem negro, vítima de racismo morto pela polícia dos Estados Unidos, comoveu enorme parte da população mundial provocando vários protestos em diversos países. A comoção das pessoas foi tão grande que de acordo com o portal de notícias da UOL pode ser comparada à da morte de Martin Luther King.
O racismo estrutural no Brasil já levou 49.500 negros, dentro de 65.000 pessoas à morte apenas em 2017. Qual número de vidas como essas que poderiam e deveriam ter sido poupadas, o Brasil terá que atingir para que o governo tome alguma atitude plausível?
A ONU apresentou uma proposta de investigação dos movimentos da polícia e dos casos de racismo, nos Estados Unidos e no mundo. O Brasil ainda não se posicionou definitivamente, mas foi dito que não tomaria posição favorável ao movimento, devido à sua parceria com a Casa Branca, e do presidente Bolsonaro com o presidente Donald Trump, que se manifestou de forma contrária. Além de que a polícia brasileira também poderia vir a ser fiscalizada, o que poderia se transformar em mais um problema. Vale levar em consideração que o cenário de racismo brasileiro se assemelha e pode ser dado até como pior em relação ao norte-americano.
Yanilda Gonzáles, professora em uma universidade em Chicago, nos EUA, e estudante há dez anos das dinâmicas políticas de alguns países, entre eles o Brasil, afirma que “nos EUA, a polícia mata o equivalente a 6% de todos os homicídios no país”. No Brasil, segundo ela, a proporção é ainda maior. As mortes decorrentes de intervenção policial constituem o equivalente de 10% das mortes violentas intencionais. É importante destacar que “nos EUA, as pessoas negras são 13% da população, mas 25% das vítimas assassinadas pela polícia. No Brasil, as pessoas negras são mais da metade da população, mas 75% das vítimas”.