Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 21/11/2020
Quando se trata sobre a violência policial contra afrodescentes, pode-se afirmar que a situação está em estado de calamidade. Os atentados às vidas negras que vêm sido cometidos nos últimos meses instigam indignação por parte do povo e geram revoltas justificadas, o que explicita a necessidade de punições mais rígidas e políticas preventivas.
Para se entender até onde se estende esse tipo de violência, devemos primeiramente trabalhar com estatísticas, que são estarrecedoras. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, de 2018, e o instituto americano Mapping Police Violence, de 2019, “Quase 5 mil brasileiros negros, a maioria jovens, foram mortos pela polícia em 2018. A população negra do Brasil é quase o triplo da dos EUA e a polícia brasileira matou 18 vezes o número de negros que os policiais americanos mataram.” Mesmo com este número elevado de assassinatos, não se percebe diligência para que se evite a violação dos direitos da população negra.
O que também deve ser compreendido é a falta de reconhecimento desse tipo de genocídio por parte das entidades governamentais responsáveis. Em 2020, não mais do que 31 anos desde que o racismo passou a ser considerado crime inafiançável e imprescritível no Brasil, um homem é espancado até a morte nas dependências da rede de hipermercados do Carrefour. A declaração do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, consta como: “[…] Para mim, no Brasil não existe racismo. Isso é uma coisa que querem importar aqui para o Brasil. Isso não existe aqui”.
Para que se controle e, esperançosamente, extermine-se a violência policial contra negros, deve-se dar ouvidos à esta população. No Brasil, clama-se pela desmilitarização da polícia, visando o investimento na saúde, moradia, educação e trabalho. Nos Estados Unidos, exige-se representantes políticos que tenham os seus interesses alinhados com a parcela afrodescente da população, objetivando principalmente a proteção dos seus direitos civis.