Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 21/11/2020
Pesquisas indicam que no Brasil as pessoas negras equivalem a mais da metade da população, mas 75% são vitimas da violência policial. Nos EUA, as pessoas negras representam apenas 13% da população, porém 25% das vítimas de assassinato. Dados que reforçam o racismo estrutural no mundo. Uma injusta brutalidade que todos devem lutar para erradicá-la.
Em primeiro lugar, sabe-se que em todo o mundo, o racismo enraizado ocorre desde a época da escravidão e, infelizmente é repassado ao longo de gerações. O preconceito está presente nas relações até os dias atuais que tem como uma de suas consequências os atos violentos, que muitas vezes acabam em morte. Julgar o outro pela sua cor de pele é um ato naturalizado pela sociedade e praticado até mesmo involuntariamente, sendo visto como algo cotidiano. O racismo é um problema que todos têm consciência da existência, mas poucos agem para resolvê-lo ou mitigá-lo.
Os assassinatos que ocorrem em ato de violência policial não se justifica, pois a função social da polícia é defender e proteger o cidadão, e não criar uma relação hostil entre policia e sociedade. Segundo Datafolha, apenas pessoas brancas e com renda superior a 10 classificações afirmam plena confiança na atuação policial como forma efetiva de combate ao crime, ao passo que pessoas de cor preta (55%), amarela (56%) e indígenas (60 %) possuem desconfiança e o medo em relação às mensagens policiais.
Atualmente, a brutalidade policial contra os negros tem sido recorrente após a morte de George Floyd, nos EUA, e de João Pedro, no Brasil, os quais foram assassinados violentamente. Manifestações de todos os grupos sociais ganham força pelo mundo, lutando para justiça entre as raças e pelos direitos básicos de todo cidadão. Projetos de conscientização que são estimulados e que influenciam principalmente os jovens, voz e futuro dos país, a lutarem por essa causa e erradicar esse preconceito de suas mentes.
Torna-se evidente, portanto, a adoção de medidas necessárias para melhorar essa situação. A aprovação do projeto proposto pela ONU para se criar uma comissão de investigação sobre a brutalidade policial nos EUA e em outros países, será um grande passo, além da educação desde cedo pelas famílias ensinando que racismo é crime, onde deve ser considerado que a cor da pele não define ninguém. Manifestações que lutam por essa causa e projetos, tanto nas redes sociais (exemplo: Black Lives Matter) como nas escolas, para conduzirem os jovens a respeitarem o próximo e terem consciência dos seus atos próprios também são atitudes que vão beneficiário o convívio social livre de preconceito.