Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 18/11/2020
George Floyd, um norte-americano negro de 46 anos que foi asfixiado por um policial branco até sua morte, e João Pedro, um jovem negro de 14 anos morto de forma injusta por policiais dentro de sua própria casa- Até quando essas tragédias irão acontecer? E quando as pessoas irão parar de achar isso algo normal? - E se observarmos dados, em 2017, houveram mais de 65.000 homicídios no Brasil, e mais de 49.500 eram afro-brasileiros, entre homens e mulheres -E ainda dizem que não existe um racismo estruturado no nosso país!-.
É de fundamental importância, lembrar que o racismo é algo já estruturado, no Brasil e nos EUA, a muitos anos, então muitos hoje ainda tratam negros como seres indiferentes. E o que podemos perceber são os policiais, que matam as pessoas só pela sua cor de pele. E diante de pesquisas no site Jus, a polícia brasileira é a que mais mata no mundo, e só na cidade do Rio de Janeiro, grande parte das pessoas mortas são jovens negros, onde 99,5% das pessoas assassinadas entre 2010 e 2013 eram homens, 80% negros e 75% tinham entre 15 e 29 anos e grande parte dos atiradores não foram punidos, ou seja, as famílias irão sofrer pela morte do membro e o assassino continuará ileso pelo mesmo fato de sempre, onde dizem que o tiro foi precipitado.
Diante desses fatos, o que deve ser feito para a diminuição da morte de pessoas negras por policias, é que eles possam entender que não é porque uma pessoa é negra, significa que ela é um bandido. Ou que eles entendam que não é qualquer hora, que se faz uma operação policial dentro das comunidades, por exemplo, às seis da manhã quando as crianças estão saindo para a escola, pois muitas delas tem medo de sair de casa porque a chance de começar um tiroteio, entre policiais e criminosos, é muito grande e pode ocorrer uma bala perdida.
Então o que quero dizer, é que dentro dos batalhões os policiais aprendam como identificar alguém que realmente seja o criminoso e não uma criança que não tinha nada com a situação e até mesmo que sejam conscientizados. Pois, imagine se fosse um dos seus parentes que tivesse sido morto, com 80 tiros dentro de seu carro,-Como ele reagiria a isso?-, portanto, as vezes, só temos que entender que não é a cor de pele que irá definir alguém e que devemos respeitar todos igualmente.
Camila de Moraes da Costa.