Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 18/11/2020

O movimento “Vidas negras importam” tem como objetivo principal reivindicar e expor as medidas violentas que a polícia utiliza ao abordar pessoas negras. Teve sua origem nos Estados Unidos e, especialmente, no ano de 2020 esse movimento teve grande influência no Brasil. A onda de manifestações chegou ao país com grande força, principalmente, pelo fato de na mesma época ter ocorrido o assassinato de João Pedro, um jovem do Rio de Janeiro, baleado durante uma operação policial.

O Brasil, infelizmente, possui uma cultura racista muito enraizada, sendo isso ainda consequências de um longo período de escravidão de negros africanos e de seus descendentes. Após a abolição da escravatura nenhuma medida foi tomada para inserir essa população na sociedade e, a partir daí os negros começaram a ser marginalizados e colocados em uma posição de inferioridade pelo governo e pela população em geral, ocasionando toda a situação vista hoje em que os negros são a maior parte da população pobre, desempregada, carceraria e morta por policiais no Brasil.

É também importante destacar a situação da força policial do Rio de Janeiro, já que é a mais violenta e mortal do país, conhecida por incursões com caveirões e helicópteros nas favelas. As chamadas “operações policiais”, dirigidas às facções de tráfico de drogas locais, muitas das vezes deixam casas destruídas e jovens negros mortos, sendo grande parte das vítimas inocentes. Esses locais onde ocorrem as operações, as periferias, são lugares esquecidos pelo governo, ficando de fora de várias medidas que visam o entretenimento, a saúde e a educação da população, algo que contribui para o aumento da violência nas cidades.

Diante dos fatos apresentados, faz-se necessário que o sistema judiciário puna com mais rigor policiais acusados de racismo e más condutas nas abordagens e operações, além de o sistema legislativo junto com o Ministério da segurança pública crie uma lei que obrigue todos os policiais, sejam eles já formados ou não, a fazerem uma disciplina que tenha como objetivo a conscientização sobre o tema racismo, a qual eles irão aprender história, filosofia e ética. Além disso deve ser criada uma lei que proíba determinadas abordagens que são perigosas e colocam em risco a vida dos suspeitos.