Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 18/11/2020
Violência policial consiste no uso intencional de força excessiva, geralmente física, mas também na forma de ataques verbais e intimidação psicológica, por um policial. De maneira global, o preconceito racial interfere direta e indiretamente no aumento da violência policial contra negros.
A violência policial contra negros tem sido tópico de discussão recorrente e a literatura abrange esta discussão. A autora norte-americana Angie Thomas retrata a relação do preconceito racial com a violência policial de forma realista em seu livro “best-seller”: “O ódio que você semeia”, no qual um jovem negro (Khalil) é injustamente assassinado por um policial branco. Em um cenário no qual é clara a inocência de Khalil, uma vez que não haviam provas de que ele houvesse instigado o policial a reagir de forma violenta, ou estivesse infringindo a lei, além da presença de uma testemunha, também negra, que alega violência verbal da parte do policial branco, este é inocentado ao assumir perante a mídia e o júri uma postura de vítima das circunstâncias e colocar Khalil como provável criminoso por sua negritude e condição financeira. Apesar de se tratar de uma obra ficcional, observa-se diversos casos semelhantes pelo mundo, que são julgados de forma injusta e favorecem o agressor, muitas vezes branco.
No ano de 2014, Claudia Ferreira, mulher negra, foi morta e arrastada por mais de 300 metros por uma viatura da Polícia Militar no Rio de Janeiro, seis anos após o crime, nenhum dos policiais acusados do homicídio e da remoção do cadáver de Cláudia foram punidos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que entre os anos de 2017 e 2018 mais de 70% das pessoas mortas por intervenções policiais no Brasil eram negras. Após a análise do que foi supracitado, é imprudente dizer que o racismo presente no país não é um dos responsáveis por estas situações.