Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/11/2020
Inversão de direitos e deveres
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Porém, a ideia do filósofo não é representada no cenário brasileiro e mundial quando se convive com os desafios da violência policial contra negros. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.
Na esteira desse pensamento, é válido ressaltar que o racismo está presente desde os tempos remotos. No século XIX, os países imperialistas utilizavam o “darwinismo social” para subjugar povos e nações. Nesse sentido, indivíduos de cores, culturas e línguas diferentes eram considerados inferiores comparados à raça ariana e por esse motivo foram escravizados. Contudo, esse cenário não é muito além dos dias atuais onde seres humanos, como afrodescendentes, são violentados e isentos de seus direitos seja pelos policiais, seja pela população.
Em segundo plano, vale salientar que as agressões policiais de cunho racista só aumentam no país e no mundo. Recentemente, um cidadão negro norte-americano, George Floyd, foi abordado e enforcado até a morte por um policial branco nos Estados Unidos. Além disso, no Brasil cerca de 10% de todas as mortes violentas são cometidas por policiais, sendo a maioria das vítimas negras, segundo o IBGE. Dessa forma, torna-se evidente que essa instituição é injusta, preconceituosa e contraditória, visto que não cumpre com seu principal dever: garantir a segurança de todos.
Urge, portanto, a necessidade de romper com esse cenário antidemocrático. É dever do Estado garantir a segurança de todos, por meio de maior treinamento e fiscalização dos oficiais de polícia, a fim de diminuir os ataques contra negros. Por outro lado, é dever da Secretaria da Educação promover campanhas escolares de inclusão às diversidades étnicas, com intuito de concientizar a população. Feito isso, alcançará o país à posição de Estado Democrático de Direito, concordando, de fato, com o pensamento aquiniano.