Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 04/12/2020
Violência seletiva
Em 1888, a princesa Isabel, representando o império, promulgou a lei Áurea, onde junto com outras leis antes publicadas, como a do Ventre livre e a do Sexagenário, aboliu a escravidão no Brasil. Porem nenhum mecanismo foi desenvolvido para auxiliar os ex-escravos a estudar, trabalhar e adquirir a real independência. Com isso, muitos deles continuaram com seus antigos senhores, e os que não, foram marginalizados, sofrendo discriminação e sendo submetidos a condições sub-humanas. Os reflexos desses acontecimentos podem ser vistos até os dias atuais, onde a população negra permanece sofrendo, principalmente, com a violência cometida pelas forças policiais. Isso devido a contínua acentuação da desigualdade e pela falta de programas sociais que promovam a melhora de vida dessas pessoas.
Desde a abolição, a população negra tem se alocado à margem da sociedade, se submetendo a subempregos análogos a escravidão. Nisso, poucos recursos os sobram para a aplicação em estudos e desenvolvimento pessoal e profissional. O que aumenta, e muito, a desigualdade, tanto financeira quanto social. Não suficiente, tais cidadãos ainda ficam a mercê dos poucos programas sociais, os quais não solucionam o problema e só servem de ferramenta para o adiamento da aplicação das reais e efetivas mudanças.
Consequentemente, a discriminação foi perpetuada, podendo ser vista na forma de violência física e psicológica por parte das forças policiais e também pela parcela elitista e branca da população.
Por fim, o Governo federal deve, através do ministério da justiça, investir em uma atualização nas metodologias de treinamento e testes psicotécnicos das forças policiais, selecionando e efetivando as pessoas corretas para servir toda a população, sem discriminação ou violência contra a população negra.