Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 26/11/2020
No filme “O ódio que você semeia”, uma adolescente negra vivencia o assassinato de seu melhor amigo por um policial branco. Fora da ficção, casos de agressão física e verbal, e cenários de desrespeito e humilhação, praticados por policiais, são frequentes. Dessa maneira, é importante analisar como a subversão do papel policial e a violação dos direitos humanos corroboram para a manutenção dos casos de violência policial na sociedade brasileira, o que demanda de ação pontual.
Em primeiro plano, a Constituição Federal de 1988 assegura a todos os cidadãos o direito à segurança pública e ao bem estar social. No entanto, aquilo que deveria garantir a proteção da sociedade, por intermédio da fiscalização de roubos, assassinatos e toda forma de crime, culmina no sentimento de medo e impotência em parte dos indivíduos, principalmente, na população carente e negra, que sofre, também, com o racismo estrutural, visto que são discriminados por sua cor de pele. Tal problemática é confirmada, uma vez que conforme dados do UOL, 40% dos jovens periféricos já foram vítimas de agressão policial.
Outrossim, segundo o filósofo existencialista Jean Paul Sartre, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Nessa perspectiva, o pensamento do filósofo comprova-se correto, visto os prejuízos causados pelo cenário brutal vivido pela comunidade brasileira, como casos de agressão física e verbal realizados por policiais, que afetam os direitos dos cidadãos e a integridade do corpo social. Como exemplo disso, em 2020, nos Estados Unidos, George Floyd, cidadão negro, foi morto asfixiado por policias brancos, o que relata tanto a violação do direito à vida, quanto os casos de racismo ainda presentes na sociedade moderna.
Fica evidente, portanto, a necessidade de estratégias para conter a violência policial no Brasil. Logo, é dever do Ministério de Segurança pública, órgão responsável por garantir a defesa dos indivíduos e a integridade da sociedade, concentrar-se, em grau superior, na fiscalização de casos de brutalidade policial, por meio de um maior investimento na área de segurança pública, além da criação de um canal específico de denúncia, a fim de conter a crueldade dos guardas. Somente assim, casos como o do filme “O ódio que você semeia” serão raros na sociedade atual.