Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 03/12/2020

As cores da justiça

Na realidade distopica de jogador nº1 a melhor amiga do protagonista é uma mulher negra, que por anos usou o perfil de um homem branco e modificadores de voz para ter condições “iguais” e ser tratada com respeito em um mundo virtual. A impossibilidade de escolher uma etnia é a única coisa que difere esta obra ficcional da realidade, afinal nesta, a cor de uma pessoa pode ser seu maior crime.

Cotidianamente vê-se atos de violência ou assassinatos como o de João Pedro, assim como, duas características que os casos tem em comum, uma ação desnecessária de uma autoridade para com uma pessoa de cor, os profissionais que as realizam alegam não poder distinguir quem é ou não criminoso e por isso necessitam de uma abordagem bruta, mas por qual razão não se vê o mesmo tipo de abordagem contra pessoas brancas? Afinal o crime não tem cara.

Porque socialmente o crime tem cor, no Brasil um levantamento da câmara dos deputados mostra que 62% dos presidiários são negros, além de 72% dos moradores de favelas serem de cor “Um pais chamado favela, Renato Meirelles”, então talvez no meio de um racismo estruturado proveniente de um sistema escravista e omisso, policiais não se sintam ameaçados por cometerem atos criminosos, pois mesmo que sua vitima o denuncie, também cabe a advogados e juízes racistas o punir.

Com o intuito de garantir o direito de vida de qualquer pessoa nações, governos, estados e empresas de iniciativa publica ou privada devem se mobilizar em campanhas de reparação histórica contra o racismo e em prol do respeito ao próximo, assim como, cabe aos mesmos a introdução de negros em escolas, faculdades, no mercado de trabalho e na politica por meio de cotas e incentivos fiscais. Não obstante cabe ao poder executivo e judiciário de cada nação a realizar cursos preparatórios aos seus funcionários e aplicação das punições de racismo de forma mais efetivas.