Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 02/12/2020
No Brasil, todos os dias acontecem incontáveis episódios de racismo, estes são recorrentes devido o caráter estruturalmente racista da sociedade brasileira desde os tempos da escravidão. Desse modo, o Brasil é um país racista, de forma que a cor do indivíduo interfere no modo como este será tratado e visto pela sociedade. Sendo assim, em muitos lugares a proteção policial é substituída pela violência e as autoridades policiais quase nunca apresentam punições pelos seus atos opressores.
Primeiramente, é fato que a maior parte das operações policiais ocorrem nas favelas devido a concentração da população preta, sendo criança ou adulto, só pelo indivíduo ser negro existe uma certa desconfiança de ser um criminoso. Assim, casos recentes: Marcos Vinícius, 14 anos, estava indo para escola e foi alvejado; Evaldo dos Santos, 46 anos, estava indo com a família para um chá de bebê, tendo o carro fuzilado por 80 tiros; João Pedro, 14 anos, brincava na porta de casa com seus amigos, em seguida foi atingido por uma “bala perdida”. Nesse viés, tais casos citados anteriormente apresentam semelhanças, os alvos dos policiais possuíam pele escura e ocorreram “por engano”.
Outrossim, a irregularidade da justiça perante os crimes cometidos contra negros é totalmente evidente. Nesse aspecto, vidas perdidas são justificadas por argumentos chulos e não pior das hipóteses compensadas por fianças, um policial que tem o papel de proteger a sociedade se mostra um assassino racista. Desse modo, a música “O Cara de Óculos” do rapper brasileiro, Djonga, mostra o retrato da agressão policial contra os negros como no verso “Essa é a prova que os opostos se atraem, igual polícia e um preto na parede ”. Na canção, o cantor cita a diferença entre abordar um branco e um preto, a violência contra o segundo é bem mais recorrente.
Contudo, a fim de conter o avanço do racismo policial, a justiça deve ser revisada. Portanto, uma constituição precisa ser seguida à risca, não permite exceções para autoridades de alto escalão, crimes policiais devem ser tratados com mesma intensidade de um crime civil normal, de forma que a justiça não privilegia policiais e nem admita argumentos. Ademais, uma preparação de um policial deve ser fortemente monitorada com exames psicológicos para uma noção da forma que cada candidato à polícia enxerga a sociedade, descartando uma violência desnecessária com pertencer a pele preta.