Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 28/12/2020

Desde o início da colonização europeia nas Américas, os povos negros são tratados com violência, seja com a destruição do Quilombo dos Palmares, um verdadeiro símbolo de resistência, ou com discriminação na contemporaneidade por conta da cor da pele. Hordienamente, debates sobre racismo estão se popularizando no Brasil e no mundo, principalmente quando se trata da violência policial contra pretos. Parte da polêmica incide no fato de que o desrespeito parte de uma instituição pública, e que, apesar de a luta contra preconceito racial ser antiga, ainda não conseguiu a equidade de direitos.       Primeiramente, é importante reforçar que, segundo a Constituição Cidadã de 1988, a segurança pública é um direito de todos os brasileiros, sem nenhum tipo de distinção. Todavia, a realidade é diferente para quem tem a pele escura, pois, em vez de serem protegidos pelas forças armadas, sofrem violências físicas e contra a dignidade. Por exemplo, o assassinato do estadunidense George Floyd chocou o mundo inteiro, pois um policial o imobilizou e acabou asfixiando-o. Esse é apenas um de muitos casos que ocorrem diariamente em todos os lugares do planeta, quando as forças armadas não sabem calibrar sua força e acabam exagerando, principalmente se o detido tem a cor da pele não caucasiana.

Além disso, cabe também aprofundar na luta preta por igualdade, que já acontece há muitos anos. No século XX, com os movimentos sociais em alta, várias figuras marcaram a história com seus protestos, incluindo a norte-americana negra Rosa Parks, que se recusou a ceder assento no ônibus para um branco, homem esse que reivindicava o lugar simplesmente por ter a pele clara. Até a atualidade, ela é vista como um símbolo de perseverança na luta por igualdade, na tentativa de retificar a violência histórica que os pretos sofreram e continuam sendo alvos. É extremamente injusto que algumas pessoas tenham menos oportunidades, ou sejam vistas diferentemente -inclusive pelo Estado-  por conta da cor da sua pele.

Em suma, o movimento negro é de extrema importância para diminuir a violência policial contra essa parcela da população. Para que a igualdade dos indivíduos perante a lei seja exercitada, garantindo segurança e bem estar a todas as pessoas, cabe ao Governo Federal promover debates acerca de racismo e desigualdades sociais, por meio de rodas de conversa nas escolas de todo o país. Tais eventos ocorrerão mensalmente e serão ministrados por ativistas do movimento, sejam eles integrantes das instituições ou convidados. Apenas assim a desigualdade histórica será superada.