Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 08/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país prevê em seu artigo 5° que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa a violência policial contra negros, dificultando, deste modo, a universalização de um direito social tão importante. Dessa forma, em razão da falta de debate e da lacuna educacional, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.
Primeiramente, é preciso salientar que o silenciamento é uma causa latente do problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a violência policial contra negros, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.
Em segundo plano, outra causa para a configuração desse problema é a lacuna educacional. De acordo com o fílosofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há uma problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange á violência policial contra negros, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter e prevenir o problema, visto que não tem trazido esse conteúdo para a sala de aula. Grande parte da educação de uma criança se dá na escola, então eles deveriam trabalhar a questão do racismo racial desde do 1° ano do ensino fundamental.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre a questão no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período do contraturno, contando com a presença de professores e especialistas no assunto como membros de movimentos contra o racismo e psicólogos. Além disso, esses eventos devem ser abertos á comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam a importância do combate ao racismo e se tornem cidadão atuantes na busca de resolução. A partir dessas informações, poderá se consolidar um Brasil melhor.