Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 09/12/2020
Farda e “cor”
O mundo sempre enfrentou mazelas sérias e constrangedoras em relação ao racismo. Uma situação que está corroendo a harmonia social no âmbito mundial é a violência policial contra os negros. Porém, algumas pessoas não parecem se constranger e nem se incomodar, preferindo fingir que nada está ocorrendo. Assim, evidencia-se que os negros não são respeitados e são vítimas da exclusão social. Nesse contexto, cabe fazer algo para combater o racismo.
A princípio, não é de hoje que a discriminação racial acontece. Desde o período colonial, negros são desprezados e não possuem seus direitos respeitados. Por exemplo, a atitude de asfixiar um negro, vinda de um policial, por causa do racismo, violação que fere os princípios de igualdade e dignidade da pessoa humana. Em outras situações, afrodescendentes recebem tiros apenas por viverem no mesmo ambiente que traficantes. Já que, segundo a Coalizão Negra por Direitos, entre 2007 e 2017, mais de 400 mil afrodescendentes brasileiros foram mortos sob violência policial, disputas entre gangues, vítimas da discriminação racial.
Como reflexo disso, a falta de responsabilidade civil dos agentes de polícia compromete não só a segurança do país, como o Estado. Visto que este após os atos de seus agentes deverá indenizar os familiares das vítimas de racismo. Ademais, de acordo com a professora Yanilda Maria, da Universidade de Chicago, nos EUA, 25% da população negra é vítima dos atos da polícia. E no Brasil, 75% são vítimas. Por isso que muitos negros ficam com receio de se aproximar de um policial e serem confundidos com ladrões ou traficantes. É direito de todos de possuir segurança, mas isso, infelizmente, não parece fazer parte da vida dos negros, impossibilitando a tranquilidade deles.
Portanto, é inegável que a população mundial continua vivendo essa guerra contra o racismo. E para vencê-la, é necessário haver conscientização nas escolas, disponibilizando materiais didáticos, como apostilas e e-books, com o objetivo de aprimorar o aprendizado dos alunos quanto ao assunto. Além disso, o governo deve fazer mais investimentos na mídia abordando a ideia de que as pessoas precisam reconhecer a importância da diversidade. Também é preciso que o povo, conjunto de pessoas que constitui uma nação, faça manifestações pacíficas e campanhas para lutar nessa causa. Como diz a frase de Martin Luther King, “Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”.