Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 31/10/2022

Nos Estados Unidos da América, o grupo de supremacistas brancos Ki Klux Klan matava negros em praça pública. Esses atos bárbaros eram assistidos e apoiados pela população do sul segregacionista. A população negra do Brasil e do mundo sofre, de modo constante, violências fundamentadas no racismo, que se estrutura em todos os setores da sociedade.  Essa realidade é explicitada na violência policial contra negros.

Em primeiro lugar, precisa-se analisar a formação das sociedades contemporâneas. Baseando-se nao darwinismo social - ideologia que prega a evolução de sociedades -, colonizadores europeus forçaram a escravização da população negra. Dessa maneira, a escravidão fundamentou a formação da estrutura social tanto dos países colonizadores e dos colonizados. O negro, nesse sentido, teve seus direitos constantemente negados. Embora o período escravocrata tenha acabado, os ideias que o formaram ainda estão presentes. Assim sendo, tem-se o racismo sistêmico, uma sociedade excludente e governos que falham em garantir a cidadania da população negra.

Além disso, precisa-se compreender como o racismo é evidenciado na violência policial. Nos EUA, o governo implementou a ‘‘guerra contra as drogas’’ - iniciativa chamada ‘‘Law and Order’’- que gerou o encarceramento em massa da população negra. A medida governamental era contra negros, visto que focou em drogas usadas pela população negra somente. Já no Brasil, a polícia tem comportamentos diferentes com brancos e negros. Aqueles recebem uma abordagem calma e respeitosa e estes são sempre tratados como suspeitos. O mito da democracia racial, que permeia a sociedade tupiniquim, contudo, impede que as discussões sobre a violência policial avance.