Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 16/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que abordar a recorrente questão sobre a violência policial contra os negros no Brasil e no mundo, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desestrutura familiar quanto do estereótipo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da comunidade.
Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que a brutalidade por parte dos indivíduos de segurança pública contra pessoas afro-descendentes deriva da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto, isso não ocorre no Brasil. Por causa da falta de atuação das autoridades, no que permite o aumento do índice de jovens desamparados pelos responsáveis , em que ratifica no século XIX, inúmeras crianças foram abandonadas nas rodovias nos Estados Unidos. Por conseguinte, essa ação criminal contribui para a formação de um contingente reprimido, pois esses crescem com a ideologia que foram negados pelos próprios pais. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.
Em segundo lugar, é imperativo ressaltar os termos pré-determinadores do social como promotores do óbice. Em aquiescência com a Teoria do Inconsciente Coletivo de Carl Jung, a população apresenta pensamentos e atitudes com supressão de consciência, em virtude da herança cultural passada de geração a geração. Acerca dessa óptica, muitos pueris vivem em âmbitos que se perpetuam ideias que pessoas com maior pigmentação na pele não devem ser tratadas igualmente a indivíduos brancos, racismo. Por consequência, esses que se interessarem pela careira de segurança irão decidir quem deverá ser encarcerado pela sua cor , no que se corrobora que 53% dos presos são negros. Tudo retarda a resolução do óbice , já que o estereótipo contribui para perpetuação desse quadro deletério. Dessarte, com o intuito de atenuar o empecilho,é preciso que o Ministério da Educação e da Cultura entre em parceria com as escolas ,com o propósito de não só acrescentar à matriz curricular de ensino aulas destinadas à erradicação do racismo por meio da realização palestras conscientizadoras sobre a temática. Ademais, essas apresentações devem ser licenciadas por psicólogos e sociólogos. Adicionalmente, é obrigação da direção dessas instituições de ensino postar nas redes sociais ,Facebook e Instagram,tais abordagens e distribuir cartazes e folhetos informativos.