Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 18/12/2020

As marcas do racismo na sociedade

A questão do racismo e discriminação contra negros já era existente desde o período colonial a partir do uso da mão de obra escrava africana. No caso do Brasil, com a abolição da escravidão em 1888, sem as condições socioeconômicas necessárias, a população negra migrou para os morros e aceitou trabalhos vistos como precários pela sociedade da época. Por isso, na atualidade, o reflexo desse passado histórico preconceituoso ainda possui resquícios na mentalidade de parte da coletividade contemporânea nacional e mundial, principalmente em relação a violência policial contra negros.

Essa segregação racial não apenas existia antigamente, como também era uma lei em alguns locais como nos Estados Unidos e na África do Sul no século XX. Logo, não por uma mera coincidência, esse ano, o país norte-americano foi palco de um dos maiores casos de violência policial da atualidade, o assassinato brutal de George Floyd por um policial que durante 8 minutos se ajoelhou no pescoço da vítima. A partir do ocorrido, é possível reconhecer a brutalidade da polícia estadunidense e verificar a diferença na abordagem de um branco e um negro nos Estados Unidos: o primeiro é tratado de maneira nitidamente humanizada, já o segundo sofre com o excesso de violência policial, levando em muitos casos à morte.

Sob esse viés, no Brasil, o cenário de violência policial contra negros também é notável nas favelas, principalmente. Por exemplo, o caso de João Pedro, um adolescente morto durante uma operação policial no Rio de Janeiro. O menino, de 14 anos de idade, estava brincando quando foi atingido por uma bala da polícia militar. A repercussão desse caso foi enorme em um âmbito nacional, afinal, a abordagem policial nas periferias e o número de negros mortos anualmente pela polícia são provas concretas dessa violência. Logo, a cor da pele do garoto foi o motivo de sua morte precoce, por conta disso, jovens negros, cada dia mais, são vítimas de um sistema falho e racista o qual define o conceito de “bandido” a partir da quantidade de melanina no organismo do indivíduo.

Portanto, é necessária uma reforma no sistema brasileiro em vários aspectos. Em primeiro lugar, devem ser repreendidas as pessoas envolvidas em casos de violências policias pelo governo federal de maneira séria e coerente. A partir disso, uma estrutura de abordagem menos violenta nas periferias, como evitar o uso de armas de fogo, deve ser implementada a fim de se reduzir as mortes anuais de negros pela polícia. Assim, com educação e novas oportunidades a essa e as próximas gerações, o futuro se tornará mais igualitário e ninguém será reprimido pela cor da sua pele.