Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 18/12/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, garante a todos os obrigados o direito a segurança e ao bem-estar social. No entanto, quando se observa uma violência policial contra negros no Brasil e no mundo percebe-se que esse direito não tem sido garantido na prática. Nesse contexto, faz-se necessária a análise de fatores que compactuam com esse quadro.
Primeiramente, é importante ressaltar a perseguição racial histórica. Isto é, desde a colonização do Brasil até os dias atuais, o sistema governamental vigente em cada período da História do país, persegue a população negra. Quer dizer, mesmo após a abolição da escravatura os negros seguem sendo oprimidos na sociedade. Dado que, segundo a revista Exame, a polícia mata três vezes mais negros em comparação ao número de brancos, comprovando que existe uma cor preferida para arcar com toda fúria militar.
Ademais, é importante apontar a marginalização estereotipada. Em outras palavras, devido a construção social baseada no racismo, a população negra ganhou um emblemático papel de culpada por qualquer mal presente na sociedade. Exemplo disso, é o seriado americano “Olhos que condenam”, baseado em fatos reais, que relata a história de garotos condenados por estupro e assassinato mesmo sem evidências de terem relação com o caso, apenas por se encaixarem no “padrão” de pessoas que cometem atrocidades.
Portanto, há necessidade de se resolver esses problemas que favorecem a violência policial baseada na cor. Por isso, cabe à Secretária de Segurança Pública, por intermédio de novos métodos de treinamento, efetuar a desmilitarização da polícia militar, a fim de promover uma capacitação baseada nos direitos humanos, com abordagens mais racionais e menos violentas e racistas, condutas menos explosivas ainda que defensivas. Somente assim, a Declaração da ONU estará efetuando seu papel.