Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/12/2020
Na obra Macunaíma, de Mário de Andrade, o protagonista (índio e negro) encontra um fonte de água na floresta, onde, através de banho místico, torna-se branco e bonito; o que acaba despertando inveja nos seus irmãos. Através desse acontecimento, o autor pretende ilustrar que a sociedade brasileira “enxerga” os afrodescendentes como inferiores diante de uma “etnia domiante”. Nesse cenário racista, o sistema de segurança pública, também, é preconceituoso, pois a violência policial contra os negros é alarmante tanto no Brasil quanto no mundo.
É importante pontuar, de início, uma análise histórico-social a respeito do racismo estrutural brasileiro. Sob esse prisma, o país viveu 300 anos em sistema escravista, onde os detentores do poder contratavam homens para vigiar, torturar e explorar os afrodescendentes. Hodiernamente, o tratamento policial violento é um reflexo do passado, haja vista que os negros são os principais alvos em abordagens, investigações e tiroteios. Segundo à Coalisão Negra por Direitos, mais de 70% dos homicídios no Brasil, em 2017, são de afrobrasileiros; representando o grande descaso com a segurança pública dessa minoria e um grave retrocesso aos estigmas históricos de repressão.
Outrossim, a violência policial contra os negros se faz presente em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o rascismo era permitido por lei na década de 60 de modo que os afrodescendentes eram punidos violentamente quando desobedeciam certas restrições daquela convivência segregacionista. Hoje, as leis mudaram, mas muitos policias norteamericanos continuam agindo de forma preconceituosa; prova disso é que em maio desse ano o G1 divulgou o caso do homem negro George Floyd, o qual foi algemado e posto de bruços no chão por um agente que colocava o joelho no pescoço da vítima à medida em que ela sufocava. O caso desencadeou diversos protestos no país e no mundo; buscando acabar com tamanha exploração por parte do sistema de segurança pública.
Faz-se necessário, pois, superar esse estigma social. Primeiramente, o Mnistério de Segurança Pública deve orientar os policiais brasileiros a agirem de forma correta em abordagens e investigações; alertando que o negro não deve ser visto como o principal suspeito ou alvo de ações violentas,pois, além de prejudicar investigações, essa ação se cofigura como racista. Cabe, também, à ONU( Organização das Nações Unidas) criar programas, nos países em que a populações afrodecendente sofre com a falta de segurança, voltados à justiça social dessa etnia; divulgando por meio de sites, redes sociais e propagandas a legalidade das condutas repressiva. Assim, através da educação e da informação será possível reduzir o número de homicídios sofridos por essa minoria.