Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 06/01/2021
“O homem é lobo do próprio homem”, essa frase de Thomas Hobbes caracteriza bem as relações interpessoais contemporâneas. Essas, marcadas pelo sentimento de superioridade e indiferença ao outro, é responsável para ascender os males sociais, causando sua própria ruína e destruição. Nesse contexto, tem-se como um dos escárnios gerados pela óptica retrogada de discriminação e intolerância étnica presentes na coletividade, o deplorável cenário do uso de formas de violência policial contra minorias negras no Brasil e no mundo.
Em primeira instância, salienta-se o passado escravocrata como propulsor do abuso autoritário do poder governamental. Tal institucionalização é tida como agente de casos como aquele ocorrido em 2020, nos Estados Unidos, com George Floyd. O assassinato da vítima negra pelos policiais, após uma “possível infração”, trouxe à tona as mazelas estruturais promovidas pela colonização europeia à países americanos e a escravidão dos povos africanos.Tal ação, justificada pelo arcaico conceito de “superioridade da raça branca”,trazia ainda a crença errônea de que os sujeitos advindos do continente africano possuíam escassez cultural,sendo dessa forma, passível à dominação europeia.Logo, é evidente que tal parâmetro permeia o corpo social na atualidade e está diretamente relacionado à violência pelos negros.
Por conseguinte, há ainda a carência de comícios educacionais acerca de diversidades étnicas e culturais como causa do agravamento dessa triste realidade Segundo Nelson Mandela, ativista e ex-presidente da África do Sul, “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor”. Análogo a isso, pode-se afirmar que o preconceito tem origem no desconhecido do outro e de seu ancestral cultural, promovendo assim, a deslegitimação dos indivíduos opostos a um determinado sujeito. Vê-se, portanto, a importância da educação no combate à violência racial e o panorama lamentável de homicídios que a ausência do ensino traz.
Urge, pois, que essa realidade ambígua de objetivação do negro somente como último da discriminação e escárnio,frente às forças responsáveis - pelo menos deveriam - , seja convetida. Para tanto, é mister a atuação do Ministério Público em medidas de fiscalização da ação policial, e caso necessário, penalização do agente de segurança, visando a promoção da devida seguridade igualitária. Concomitantemente, é dever do Ministério da Educação a realização de debates e palestras a estudantes de ensino básico, com o intuito de conhecimento e valorização das diversas culturas e etnias existentes. Pois como diria Gandhi, “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”.