Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 04/02/2021
Na sociedade contemporânea, a violência policial tem crescido a cada ano, principalmente, contra negros. Essa ação por partes de agentes do Estado impacta profudamente na vida da população, trazendo consequências irreparáveis. Existem vários fatores que contribuem para esse cenário, como: o estigma social e a má formação policial.
Em primeiro lugar, é importante destacar a história da população negra. Nesse sentido, vale lembrar que a pouco menos de 140 anos no Brasil eles eram escaravos e tidos como seres inferiores. Nesse curto espaço de tempo não houve políticas públicas suficientes para quebra desse preconceito e inserção desse grupo a uma educação de qualidade e bons empregos. Diante disso, esse estigma criado prevalece até os dias atuais, visto que são frequentes os casos de violência policial divulgados pela mídia, como por exemplo o assasinato de George Floyd- homem negro - nos Estados Unidos da America por um policial branco.
Além disso, convém apontar a má formação policial nas academias de polícia. Geralmente, os cursos de formação apresentam carga horária teórica insuficiente e materias importantes como Direitos Humanos são negligenciadas. Ademais, a falta de preparo psicólogico, somado a pressão da profissão e o estigma social em relação aos negros faz com que essa parcela da população seja o primeiro alvo. Prova disso, segundo o Atlas da Violência nos últimos dez anos a violência policial contra afrodescente cresceu 11,5% no Brasil.
Evidencia-se, portanto, que a população negra é uma das principais vítimas da truculência policial. Diante disso, faz-se necessária ações para reverter esse quadro. O Estado deve aprimorar ainda mais suas políticas públicas, seja através do aumento de cotas em universidades, seja pela criação de cotas de empregos em parceria com empresas privadas. Nesse viés, deve também ser realizado campanhas publicitárias com o fito de quebrar esse estigma social. Além disso, o Poder Público deve rever a grade dos cursos de formações policiais- reformulando para um curso mais humanista-; criar um centro de acompanhamento psicológico com terapias semanais e em grupo a todos da corporação, para então o Estado assumir o seu real papel, o de garantidor.