Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 05/01/2021
Na música “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, da banda O Rappa, aponta ao ouvinte a violência da polícia, principalmente, contra os negros. É notório como o preconceito racial, infelizmente, faz parte da estrutura social brasileira, uma herança clara da escravidão. Diante desse fato, aproximar as realidade dos negros e dos brancos continua sendo um desafio para o país, principalmente, no que tange à abordagem policial. Sendo assim, torna-se necessário analisar o cenário no âmbito histórico social a fim de entender as causas e consequências dessa problemática no mundo todo e, por fim, buscar as devidas soluções.
Em primeira análise, constatam-se as altas taxas de violência policial, sobretudo contra os negros. Segundo o Anúncio Brasileiro de Segurança Pública, homens negros, entre 15 e 29 anos são as principais vítimas da polícia. Entretanto, esse fato é uma herança clara dos tristes anos de escravidão que marcaram a história do Brasil e da marginalização ocorrida com os ex-escravos, em 1988, com a abolição da escravidão no país. Esse cenário confirma a desigualdade social ainda presente na sociedade brasileira e que coloca em risco a vida de centenas de pessoas.
Por outro lado, é válido ressaltar que a violência da polícia contra os negros não é uma realidade apenas para o Brasil. É inegável a contribuição do racismo estrutural para manter essa estrutura preconceituosa no mundo. De acordo com o conceito de Darwinismo social, no século XIX, os europeus se baseavam no pensamento da superioridade de raça para colonizar e escravizar negros africanos. Essa ideia, infelizmente, é materializada no pensamento de muitas pessoas na atualidade, ao criminalizar e marginalizar injustamente essa população. Dessa forma, o resultado, previsível, é a perpetuação de uma violência social herdada do passado, mas renovada no presente, diante da atuação da polícia pelo mundo que protege apenas a população branca.
Sendo assim, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Por isso, o Governo Federal, em parceria com os governos estaduais, deve investir mais na formação das polícias -civil, militar e federal - por meio do fornecimento de aulas, lecionadas por professores especializados nas áreas humanas, de história e sociologia - matérias que promovem o desenvolvimento crítico no indivíduo - com a finalidade de que ocorra o pleno entendimento acerca da estruturação do preconceito contra a população negra não só no Brasil, como no mundo. Outrora, ainda o Governo Federal, em parceria com o Ministerio de comunicação, deve promover propagandas televisivas para a promoção da conscientização acerca do racismo nos canais abertos de televisão. Por certo, com medidas a curto e a longo prazo, os camburões deixarão de ser uma reestruturação do que foi o navio negreiro.