Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 18/01/2021

A discriminação racial teve origem na antiguidade, principalmente na época da escravidão ,de modo que, acarretou na sociedade marcas de desigualdade e pré-conceito perceptíveis até hoje.Todo esse julgamento pré-estabelecido se tornou presente no âmbito criminal, de modo que, o trabalho policial transformou-se no maior palco de violência e brutalidade, motivado principalmente pelo racismo dos mesmos, colocando em xeque as hierarquias sociais frente ao modo brutal e racista de seus agentes.

Em primeiro lugar é notório que o negro, pela sua alusão histórica, é visto como uma figura criminalizada e rotulada, sendo constantemente perseguido pelos agentes policiais com o tratamento totalmente desigual ao restante da população, ja colocando-os como delinquentes antes mesmo de ter a constatação. O recente caso ocorrido nos Estados Unidos, o assasinato de George Floyd por policiais, mesmo já estando algemado e imobilizado, ilustra bem o que acontece no cotidiano dos negros.

Em segundo lugar a declaração dos direitos humanos promulgada pela ONU, em 1948, que assegura a todos os indivíduos direitos igualitários, na prática deixa a desejar no quesito desigualdade social, de forma que os negros que sofrem do abuso polícial ao recorrerem a justiça para assegurar os seus direitos se deparam com a impunidade e uma total falta de respaldo criminal, tornando-os assim mais vulnéraveis a tal prática.

Portanto, considerando que a brutalidade policial muitas das vezes está ligada ao racismo, fica evidente a necessidade do Poder Júdiciário intervir proporcionando um maior preparo a seus agentes , por meio de cursos e palestras educativas, a fim de, diminuir a violência práticada em suas ações. Cabe ao Poder Legislativo elaborar leis mais severas as pessoas que cometem discriminação racial, tais como aumentar a pena, intimidando os infratores e diminuindo sua reincidência. Se faz necessário também que a população por meio de manifestações cobre do poder público efetividade em suas ações, e só dessa forma teremos um mundo igualitário, que respeite as diferenças e conte com hierarquias justas.