Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 05/04/2021

De acordo com pesquisas do Portal Geledés, em média, oito dentre dez negros são mortos pela polícia, no Brasil. Cenários próximos a esse são percebidos, também, em todo o mundo e são potencializados por diversos fatores, como o racismo estrutural que compõe as sociedades e a grande disparidade de renda, os quais aumentam a violência policial contra negros no mundo. São prementes, pois, estratégias para minimizar os impactos dessa problemática para a comunidade negra mundial.

A princípio, é fato que o preconceito racial presente nas sociedades potencializa a violência policial, que se mostra diferente, dependendo da classe social e da etnia do indivíduo. Nesse contexto, desde o período da escravidão perpassando por sua abolição até os casos de preconceito étnico da contemporaneidade, tem-se que o racismo está, historicamente, intrincado na sociedade brasileira. Sob esse prisma, observa-se que muitos dos casos de violência proveniente de atitudes racistas ocorrem em razão de um pensamento antiquado e errôneo, que advém de conceitos pré-concebidos e imorais, enraizados na formação das nações. Posto isso, devido à ideia de alguns, de que um indivíduo é “inferior”, em virtude da sua origem, condição financeira ou descendência, a violência contra as, geralmente, denominadas “minorias” crescem significativamente, já que, por mais que esse tipo de discriminação seja crime, ainda é uma prática muito explícita nas sociedades modernas.

Outrossim, a má distribuição de renda está diretamente atrelada aos casos de intolerância racial, principalmente vindos de pessoas designadas a manter e promover a segurança nacional. Nessa perspectiva, o psicanalista Antonio Quinet, em sua obra “Um olhar a mais” afirma que a sociedade contemporânea é mediada pelo olhar. Sob essa ótica, é notório um olhar desigual que promove uma injusta divisão social, na qual a maior parte das riquezas, bens e serviços essenciais pertencem a uma minoria privilegiada, enquanto a maior parte da população vive em situação precária, com baixa renda e difícil acesso a esses serviços, como defende o pensador João Carlos. Assim, é inegável o impacto da disparidade de renda ao tratar-se da violência oriunda da discriminação, haja vista o aumento dos abismos sociais e das várias formas de preconceito.

Infere-se, portanto, que a má distribuição de renda e o racismo potencializam a violência de policiais contra negros. Logo, é basilar que o Governo Federal promova campanhas, mediante propagandas nas mídias, sobre casos de racismo policial, com o fito de denunciar os atos de preconceito de alguns oficias contra a pretos e mostrar os impactos, escondidos pelo mito de uma suposta “democracia racial”, da discriminação por etnia visando a diminuição desses atos preconceituosos. Destarte, a ideia de segregação será destruída, o que possibilitará uma vida melhor e mais justa a todos.