Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 30/03/2021
A violência policial contra negros representa um ato preconceituoso de perseguição a um grupo social, motivado pela cor de pele e a etnia desse. Embora seja um grande problema estrutural, poucos países se organizam concretamente para impedir tal discriminação, o que contribui para o aumento dos ataques de injúria racial. Assim, faz-se necessário combater a agressão contra essa classe, para que a realidade brasileira se torne mais igualitária e justa para com sua própria população.
Em primeira instância, a violência dos tiras contra indivíduos pretos não é algo inerente apenas às organizações atuais, sendo percebida há séculos em países onde houve notáveis impactos do racismo. A partir das formulações racialistas, no século XIX, as nações europeias idealizaram, de forma falsa, uma ideia de superioridade branca quando comparada à outras etnias, embasando-se em aspectos físicos, como o tamanho do crânio e do corpo. Dessa forma, como eram vistos como inferiores, os negros foram sujeitos a diversas formas de preconceito, sendo expostos constantemente a subordinação ariana, que, de modo pérfido, perseguia e torturava àqueles que se rebelavam contra o sistema. Um exemplo, é a Revolta da Chibata, que em 1910, demonstrou a insatisfação trabalhista e racial pelo jeito no qual os marinheiros, em maioria escuros, eram tratados; o governo acionou os militares, que mataram muitos revoltosos, encerrando o movimento.
Ademais, o ataque a pessoas pretas traz consigo numerosas consequências prejudiciais a sociedade, dentre elas cabe citar o crescimento de crimes de racismo. Essa situação pode ser atestada pela série Brooklyn 99, que em determinado episódio retrata uma cena de um policial prendendo, sob nenhuma alegação, outro agente negro, que tenta explicar a situação, mas é silenciado e imobilizado. Para além da ficção, com as progressivas denúncias sobre a violência da polícia, torna-se claro a importância de campanhas antidiscriminação, tais como o “Black Lives Matter (B.M.L)”, nos Estados Unidos. O B.L.M exibiu a acossamento acometido aos afro-estadunidenses, que teve seu estopim com a morte por asfixia de George Floyd, homem inocente que foi assassinado por um guarda, enunciando a frase “Eu não consigo respirar” antes de falecer, que converteu-se no “slogan” da associação. Nesse prisma, as experiências desse grupo identificam a fundamentalidade do fim do acoso militar aos negros.
Dessarte, é imperioso que a Secretaria Especial da Cultura, adentrada no Ministério do Turismo, órgão responsável pela promoção de políticas de promoção à cidadania, implemente projetos de promoção ao fim da violência policial. Essas campanhas devem ser incentivadas por meio de abonos monetários, visando clarificar os prejuízos dessa agressão, para que o povo nacional possa disfrutar de uma sociedade mais equitária e justa.