Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/04/2021
O Brasil tem um dívida histórica com pessoas negras e afrodescencentes, foi o último país da América a abolir a escravidão e quando o fez, deixou os ex escravizados sem estrutura alguma. O racismo tanto em solo brasileiro, como em outros países é estrutural e tem origens classicistas e geográficas, tendo em vista que policiais militares abordam de formas diferentes pessoas na periferia e pessoas em bairros nobres.
Da mesma forma, pode-se comparar o caso de George Floyd, que foi assassinado por um policial em Minneapolis, Estados Unidos e João Pedro que foi morto com um tiro na barriga após uma operação da polícia no Rio de Janeiro. Ambos foram vítimas do racismo estrutural vigente nos dois países. Morreram porque eram negros, pobres e de regiões periféricas.
O genocídio da população negra tem sido alvo frequente de denúncias por ativistas do movimento negro em órgãos internacionais. Entretanto, é no grito de moradores da periferia que fica evidente que a população continua a ser executada pelo Estado. Dados da pesquisa do Ipea deixam essa afirmação bem clara, entre 2008 e 2018 o homicídio de mulehres negras aumentou 12,4%, enquanto o homicídio de mulheres brancas caiu 11,7%.
Desse modo, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Todos os países, mesmo aqueles onde a abordagem policial é mais abrupta e racista, devem assinar o projeto apresentado pela ONU para o inquérito da violência policial, podendo assim haver justiça para aqueles que foram vítima dessa violência e para os que cometeram tal crime. Nas escolas pode também haver palestras com policiais e advogados para mostrar como uma abordagem policial tem que ser, independente da cor ou do bairro em que a pessoa reside e, caso haja abuso de poder, quais são os meios possíveis e legais de reação.