Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 31/05/2021
As atrocidades do uso mais do que necessário da força policial contra negros são comuns em países do continente americano, especialmente Estados Unidos e Brasil. No entanto, é importante notar que os antecedentes históricos dos dois países influenciaram essa política de apartheid. Os Estados Unidos e o Brasil enfrentaram um período de escravidão em sua história e, além de escravos, os negros sofreram vários tipos de violência psicológica e física.
Nos Estados Unidos, a maioria da população é branca, no Brasil a situação é exatamente o contrário, a maioria da população é composta por pretos e pardos, então os negros são minoria nas questões sociais e históricas, mas são maioria em termos numéricos.
Depois do período da escravidão, os sistemas jurídicos dos dois países trouxeram uma política de isolamento, o que pode explicar a história da violência policial na atualidade. Relatório da Anistia Internacional apontou que, em 2015, a polícia brasileira foi a que mais matou no mundo. Normalmente, são homicídios cometidos por pessoas que se renderam e foram baleadas sem prévio aviso. Em 2014, 15,6% dos homicídios registrados no Brasil foram cometidos por um policial no país.
No Rio de Janeiro, a maioria dos homicídios cometidos por policiais eram jovens e negros. Entre 2010 e 2013, 99,5% O policial assassinou o pessoa. São homens, 80% dos negros e 75% das pessoas têm entre 15 e 29 anos, e a maioria dos autores de tiroteios não foi punida.
Parece que a desigualdade racial e o racismo continuam sendo obstáculos sociais. Nesse sentido, além de promover debates raciais em sala de aula, as escolas também devem valorizar a cultura afro-brasileira por meio da história, feiras culturais e etc.