Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/05/2021
Historicamente, países como os EUA e o Brasil, enfrentaram por muitos anos no século XV o período escravocrata, na qual negros além de serem escravizados, sofriam violências físicas e psicológicas. Nesse sentido, em decorrência de movimentos abolicionistas na época, em 1888 foi assinada a Lei Áurea que colocou fim a escravidão no Brasil. No entanto, mesmo após a abolição da escravatura, a política de segregação ainda persiste nos dias atuais e o racismo estrutural foi institucionalizado nos países, o que pode explicar o contexto da violência policial contra negros no Brasil e no mundo.
Em primeiro plano, a política de segregação racial que permanece constante nos dias atuais, está enraizada na sociedade, ao qual agem de acordo com a distinção racial do indivíduo. Dessa maneira, é evidente que os negros são vítimas de ataques, , violências e racismo cotidianamente. Sob essa ótica, é importante mencionar as diferenças das operações policiais nas regiões de classe média / alta e nas regiões periféricas, em que o excesso de brutalidade e violência é corriqueiro - um exemplo é a ação policial que ocorreu na comunidade do Jacarezinho, RJ, na qual 28 pessoas foram mortas durante o confronto, sendo considerado como chacina.
Além disso, é indubitável a necessidade de discussões sobre a forma como política de segurança pública baseada no confronto mata tantos seres humanos atualmente. Nesse âmbito, vale salientar que as vítimas das violências policiais estão concentradas nos jovens, negros e de maneira geral são homicídios de pessoas alvejadas e já rendidas. Sob esse viés, de acordo com o Relatório da Anistia Internacional, as forças policiais brasileiras e estadunidenses são as que mais matam no mundo - vale mencionar o caso do jovem João Pedro que foi baleado em sua residência, no RJ, durante um confronto policial na sua comunidade, e o caso do George Floyd que foi asfixiado até a morte por um policial branco nos EUA. Logo, é notória a permanência do racismo como política de Estado.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Dessa maneira, é de extrema importância a elaboração de políticas públicas para minimizar a problemática. Assim, com a expansão da participação popular na gestão da segurança e a criação de um órgão ou mecanismo com movimentos sociais periféricos e de direitos humanos, que exerça poder disciplinar sobre as polícias, é possível estabelecer um controle e redução das violências policiais contra negros no Brasil e no mundo.