Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 14/05/2021
“Pensar ou obedecer”, tal citação trata-se de um artigo do Fabio França, um policial e pensador brasileiro. O Capitão da Polícia Militar e Doutor em Direitos Humanos, discute em seu artigo sobre a pedagogia do sofrimento que é aplicado no processo de preparação dos políciais, esse treinamento enfoca em metodos agressivos, sem uma reflexão sobre a vida e morte de cada pessoa, a principio, pessoas essas principalmente negras e, que estão mais sujeitas a moradia em lugares sem a devida segurança. Nesse sentido, no que tange à questão da violência policial contra negros no Brasil e no mundo, é a configuração de um grave problema, em virtude do execesso de violencia nos treinamentos militares e policiais e, o racismo estruturado em um país escravocrata.
Quaisquer tipo de generalização é justa, porém, a agressão polícial existe, no Brasil e no mundo e esse execesso de violência torna-se racial. Em 2017, segundo a Ipea ( Instituto de Pequisa Econômica e Aplicada) tivemos mais de 65.000 homicídios, dentre deles 49.000 eram afro-brasileiros. Isso mostra que os homicidios são mais frequentes com pessoas negras, sendo elas principalmente pobres, como resultado, esses acontecimentos são frutos de um país que ainda deve para os afrodescendentes e que tem em sua estrutura um racismo enraizado. Esse pensamento preconceituoso arreigado e os acontecimentos, não estão apenas sujeitas no Brasil, pois o mundo sofre disso também, no Estados Unidos no dia 25 de maio de 2020 um homem, George Floyd afro-americano foi estrangulado até a morte por um policial, mesmo depois de detido e com queixas de não conseguir respirar.
A abordagem polícial vem de um treinamento repleto de autoridade e agressividade. São muitos os casos de opressões durante os treinos militares e policiais, só no Brasil, pelo menos 43 Pms são afastados por dia por transtornos psiquiatricos, segundo a Apra. Além das preparações policiais serem refletidas em hierarquias abusivas, logo, são também ensinadas como tratar cada pessoas conforme a sua classe social, estimulando a desigualdade. Em uma entrevista, o coronel Ricardo Araújo diz a seguinte coisa, “[…]Se ele [policial] for aborda uma pessoa na pefiferia, da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui no Jardins [ região nobre de SP] ele vai ter dificuldades”, em questão ele não está errado, ja que de fato isso acontece, mas devemos perceber o quanto isso ressalta nas atitudes violentas e discriminatórias dos policiais.
Cabe ao Estado procurar meios de treinamentos militares e policiais menos agressivos, enfatizando mais a saúde mental, junto com o Governo, criandos medidas mais eficazes contra o racismo, resultando também em depates sobre esse assunto, em escolas, universidades, mídias, entre outras, para um grande alcance, causando com reflexões sociais, raciais e envolvendo a segurança publica.