Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/05/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a ação policial tenha como intuito proteger a sociedade, mesmo assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a herança histórica contribui para a violência contra os negros. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da sensação de poder sobre o outro, bem como a impunidade contra os agentes de defesa acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, de acordo com o contexto histórico do Brasil, a partir de 1530, os negros eram escravizados pelo sistema da alta patente. Dessa forma, fica evidente que essas pessoas eram violentadas desde muito tempo, sendo caracterizadas como inferiores. Em consonância aos dias atuais, a realidade não modificou totalmente, mas agora se faz presente de forma naturalizada, como o racismo estrutural. A princípio, embora a escravidão tenha sido abolida em 1888, ainda assim impõe diferenças entre brancos e negros, como aconteceu com o americano George Floyd, que foi asfixiado até a morte, em 2020, por um policial branco. Com isso, cabe ao Poder Público inserir medidas que garantam o respeito entre as diferenças, sem que a cor da pele seja motivo para injustiças.
Sob um segundo enfoque, por mais que o policial colabora para evitar transtornos nas relações sociais, cabe ao Governo reconhecer os erros diante de alguns episódios, a fim de garantir a impunidade e combater o racismo. Até porque, segundo a Central Única dos Trabalhadores, são 63 mil jovens brasileiros mortos por ano, sendo mais de 70% negros. Diante dessa perspectiva, tendo em vista a mudança do percurso, será possível evitar a morte de cidadãos inocentes, amenizar os problemas da segregação espacial, bem como a instauração da segurança por todos.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Segurança crie, por meio de verbas governamentais, projetos nas câmeras de vereadores, sendo administrados por profissionais do sistema de defesa, para que ocorra a impunidade daqueles que praticarem o ato de violência sobre qualquer pessoal, especialmente os negros, a fim de acabar com os eventuais problemas de agressão ao homem caracterizado como inferior. Além disso, cabe ao Estado garantir palestras nas Escolas, para que as novas gerações cresçam com uma mentalidade mais crítica e respeitosa. Até porque, é preciso que a violência contra pessoas de cor escura seja banida, de forma adequada. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.