Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 20/05/2021

O documentário a 13ª emenda retrata as violências sofridas pela  população  negra dos Estados Unidos (EUA). Assim como o que foi mostrado no documentário, é válido ressatar que nos EUA, os atos violentos sofridos pelos negros se iniciou no período escravista  e se estendeu até a atualidade, em que a violência está presente, principalmente,  na segurança pública em ações policiais. Contudo,  isso não é um problema que está restrito a apenas um lugar,  visto que o Brasil e outros países apresentam falhas em comportamentos policiais direcionados a minórias racias, em decorrência, sobretudo, da existência do racismo estrutural e do abuso de poder.

Em primeiro lugar, o principal motivo das agressões  sofridas por negros, em ações de segurança pública, é o preconceito racial. Dessa forma, é possível observar, no Brasil, a herança do período colonial, quando os escravos possuiam sua cultura e suas crenças marginalizadas; analogamente, na atualidade esse pensamento ainda é recorrente e ocupa diversas esferas da sociedade, inclusive a de segurança pública, por conta dessa falsa associação, os atos de abusos são minimizados pela população, portanto, dificultando que ações com o uso excessivo da força deixem de ocorrer.  Por isso, o pensamento racista deve ser destruído, para que situações de injustiça social não se repitam.

Em segundo lugar,  casos de violência ocorrem quando há o abuso de poder. Sob essa perspectiva, como demostrado no filme brasileiro “Tropa de Elite”,  alguns membros da corporação, motivados pela vontade de realizar a justiça por eles próprios, cometem abusos. Sendo assim, como o senso de justiça é formado por ideias que circulam pela sociedade, tais quais são formadas pelo interesse da classe dominante que propaga o racismo por meio dos veículos de comunicação, esperando obter retornos financeiros, que é um fenômeno definido pelos filósofos de Frankfurt como indústria cultural; em virtude disso, a sociedade constrói o senso de justiça baseado em um pensamento racista, que somado ao abuso de poder realizado por uma parcela dos policiais,  tem como resultado várias injustiças sociais.

Portanto, políticas públicas precisam ser adotadas para mitigar a problemática. Nesse âmbito, cabe aos governos dos países iniciarem programas que promovam uma consciência policial contra o racismo, por meio de palestras e cursos, que devem estar dentro da grade obrigatória da formação do policial,  além de estabelecer uma lei específica para casos de abuso de poder, quando o motivo for o preconceito racial. Assim, com essas medidas colocadas em prática, os casos de violência policial em relação aos negros irá diminuir e a justiça social será realizada.