Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/05/2021

A brutalidade do uso excessivo da força policial contra negros é corriqueira nos países do continente americano, sobretudo nos Estados Unidos e no Brasil. Diante de casos que chocaram ambos os países, pode ser citado o recente ocorrido com o americano George Floyd, que foi asfixiado até a morte por um policial branco e o ocorrido com o jovem João Pedro, na cidade de São Gonçalo, que foi alvejado por um tiro em sua residência. Podemos observar que, diante da população carcerária do Brasil e dos Estados Unidos, existe um padrão racial para os prisioneiros, em sua maioria de cor negra. Todavia, cabe destacar que o contexto histórico de ambos os países influencia nesse tipo de política de segregação. Os EUA e o Brasil, em sua história, enfrentaram períodos escravocratas, onde negros, além de escravizados, sofriam diversos tipos de violência física e psicológica. Nos Estados Unidos, a maioria da população é de cor branca, o que faz os negros serem minoria. No Brasil, ocorre o oposto, a maior parte da população é composta por pessoas de cor negra e parda, colocando assim, os negros em posição de minoria em quesitos sociais e históricos, porém maioria em questão numérica. Os ordenamentos jurídicos de ambos os países trouxeram políticas de segregação, mesmo após o período de escravidão, o que pode explicar o contexto da violência policial nos dias atuais. as forças policiais brasileiras são as que mais matam no mundo  De maneira geral, são homicídios de pessoas já rendidas e alvejadas sem qualquer aviso prévio. Em 2014, 15,6% dos homicídios registrados no Brasil tinham como autor um policial no País. A maioria das pessoas mortas por policiais são jovens e negros, no Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas assassinadas por policiais entre 2010 e 2013 eram homens, 80% negros e 75% tinham idades entre 15 e 29 anos e grande parte dos autores dos disparos não foram punidos. para mudar essa situação, é preciso que os governos estaduais adotem medidas severas de punição para esse tipo de abuso. Uma outra medida é aumentar a representatividade dessas pessoas na política, para que 50% dos vereadores, deputados estaduais e federais sejam homens e mulheres, negros e indígenas.Para o sargento da Polícia Militar de Santa Catarina, Elisandro Lotin, lembra que desde o começo da década de 1980, quando a segurança pública passou a ser de fato estudada, já havia um consenso da necessidade de investimentos nas áreas sociais. “Precisa ter investimento maciço em educação, em saneamento básico, saúde, inserção social, emprego. Sem isso isso, a gente não consegue, lá na frente, minimizar o problema”, reforça Lotin.