Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 24/05/2021

A Violência Policial contra Negros

Segundo dados da Anistia Internacional, a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil, o que evidencia que está em curso o genocídio da população negra, sobretudo jovens. É preciso refletir que, no cotidiano, as desigualdades sociais entre os brancos e negros ainda são bem nítidas. E como isso afeta a sociedade, principalmente a população negra.

A discriminação pela origem, pode ser referida desde a Antiguidade, quando povos gregos e latinos classificam os estrangeiros como “bárbaros”. Já a origem da designação do preconceito de raça, especificamente, é mais nova, tendo sido alavancada pela expansão marítima e colonização do continente americano. No Brasil, as causas do racismo podem ser associadas, principalmente, à longa escravização dos povos da origem africana e sua tardia abolição. Que foi feita de maneira imprudente, pois não se preocupou em inserir os escravos libertos na educação e no mercado de trabalho, resultando em um sistema de marginalização que perdura até hoje.

Essa doutrina acarreta uma série de consequências, como os racismos institucional e estrutural. Contudo, a principal delas é o aumento no índice de mortes de pessoas negras devido à violência policial. Convém lembrar um dos casos mais famosos e recentes, o caso de George Floyd, um afro-americano que foi assassinado após um policial de Minneapolis (EUA), se ajoelhar no pescoço da vítima durante oito minutos, enquanto estava deitado de bruços na estrada. Este caso gerou uma revolta social e uma onda de protestos antirracistas e contra a violência policial, primeiro em Minneapolis, depois por diversos estados e cidades do país, e pelo mundo.

Portanto, o combate a esse tipo de preconceito deve ser uma luta diária, seja nas relações sociais ou internamente. Sendo assim, o governo poderia auxiliar na criação de novas leis e na conscientização tanto dos policiais, como da própria população. A sociedade, por sua vez, também pode ajudar na criação de campanhas, movimentos organizados e ser o próprio agente da mudança, aproveitando-se de toda e qualquer oportunidade de sensibilizar gestores, professores, colegas de classe e a comunidade geral em sobre a importância do combate ao racismo. E por fim, as escolas devem propor debates sobre o tema, visto que, quanto antes abordarmos o assunto com crianças e adolescentes, maior será o sucesso no combate ao racismo.